Uma jovem de 21 anos foi presa preventivamente em Conceição das Alagoas, no Triângulo Mineiro, acusada de usar um perfil de fofocas nas redes sociais para extorquir moradores da cidade. Anielly Sousa Silva administrava uma página anônima que recebia e publicava informações não verificadas sobre a vida alheia – incluindo acusações de traição, orientação sexual e até agressões – e depois cobrava das vítimas valores via PIX para remover o conteúdo.
De acordo com a Polícia Civil, a prática se tornou uma “segunda fonte de renda” para Anielly. Em áudios obtidos durante a investigação, a própria admitia: “Tipo assim, R$ 500, mas eu não posso postar mais que o cara traiu a mulher, entendeu?”. Ela se referia aos valores cobrados para apagar publicações difamatórias, que variavam entre R$ 200 e R$ 500.
O perfil, que chegou a ultrapassar um milhão de visualizações, era abastecido por mensagens anônimas enviadas por moradores. Sem apurar a veracidade das denúncias, Anielly as publicava e, em seguida, procurava os envolvidos para negociar a remoção do conteúdo mediante pagamento.
O delegado responsável pelo caso destacou que a liberdade de expressão não é irrestrita: “Tenho liberdade de me manifestar? Tenho. Mas ela não é irrestrita. O meu direito vai até onde o seu também é protegido”. Anielly responderá pelo crime de extorsão, previsto no artigo 158 do Código Penal, com pena que pode chegar a 10 anos de prisão. A defesa da jovem não se manifestou até o momento.
O perfil foi removido pela plataforma digital após a sua prisão. A polícia segue investigando o número total de vítimas.
Da Agência Fonte Exclusiva.








