Além da condenação histórica por tentativa de golpe de Estado – que resultou em 27 anos e 3 meses de prisão –, o ex-presidente Jair Bolsonaro enfrenta um novo processo no Supremo Tribunal Federal (STF).
Desta vez, ele é investigado por supostamente utilizar o sistema Pix para enviar recursos financeiros ao filho, Eduardo Bolsonaro, que desde março de 2025 reside nos Estados Unidos.
Eduardo, deputado federal licenciado do PL-SP, alega perseguição política no Brasil e tem atuado junto ao governo de Donald Trump para articular retaliações contra o Brasil, incluindo o tarifaço de 50% sobre produtos brasileiros e sanções a autoridades do STF, como o ministro Alexandre de Moraes.
A Polícia Federal (PF) indiciou ambos em agosto por crimes de coação no curso do processo e tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito.
As investigações apontam que Bolsonaro teria usado o Pix para financiar a estadia do filho no exterior, facilitando sua atuação política anti-Brasil. Esse caso é separado da condenação por golpe, mas mantém Bolsonaro sob prisão domiciliar desde 4 de agosto por descumprimento de medidas cautelares.
Enquanto a defesa do ex-presidente prepara recursos para tentar reverter a condenação principal – o que pode levar meses ou anos –, o novo processo no STF ameaça agregar penas adicionais.
O cenário é agravado pela crise diplomática com os EUA, onde Trump segue defendendo Bolsonaro publicamente e impondo sanções econômicas e jurídicas ao Brasil. O Itamaraty, em resposta, tem reafirmado a soberania nacional e a legalidade do sistema Pix, usado até por empresas americanas.
O desfecho dessas investigações pode definir não apenas o futuro jurídico de Bolsonaro, mas também o equilíbrio das relações Brasil-EUA nos próximos anos.
Da Agência Fonte Exclusiva.








