Em uma ação sem precedentes, Israel atacou alvos do Hamas em Doha, capital do Catar, nesta terça-feira (9/9). O bombardeio aéreo — denominado “Operação Cúpula de Fogo” — resultou na morte de pelo menos cinco membros do grupo palestino, incluindo Himam al-Hayya, filho do principal negociador do Hamas, Khalil al-Hayya. Testemunhas relataram múltiplas explosões e nuvens de fumaça em um bairro residencial da cidade.
O ataque foi condenado internacionalmente como uma violação grave da soberania do Catar, país que atua como mediador no conflito entre Israel e Hamas e abriga a maior base militar dos EUA no Oriente Médio. O governo catari classificou a ação como “covarde” e prometeu responder, enquanto a ONU e potências europeias manifestaram preocupação com a escalada de tensões.
Os EUA — aliados tanto de Israel quanto do Catar — adotaram um posicionamento ambíguo. A Casa Branca afirmou que o ataque “não promove os objetivos comuns de paz”, mas reiterou que a eliminação do Hamas é “um objetivo louvável”. O presidente Donald Trump, que dias antes havia pressionado o Hamas a aceitar uma proposta de cessar-fogo, distanciou-se publicamente da decisão israelense.
O ocorrido ameaça ainda mais as já frágeis negociações de paz e pode aprofundar o isolamento diplomático de Israel. Analistas alertam que a ação em território catari pode alienar mediadores cruciais e prolongar o conflito em Gaza, onde mais de 64 mil palestinos já morreram desde outubro de 2023.
Da Agência Fonte Exclusiva.








