Funcionários públicos, donas de casa e aposentados formaram filas neste sábado para se alistar nas forças militares da Venezuela. A mobilização, ordenada pelo presidente Nicolás Maduro, é uma resposta ao que ele classifica como uma ameaça iminente de invasão dos Estados Unidos. As informações são da AFP.
O alistamento massivo na Milícia Bolivariana – um corpo de civis integrado às Forças Armadas e criticado por seu forte componente ideológico – é encarado como uma demonstração de força do regime.
O contexto imediato da mobilização é o posicionamento de três navios militares dos EUA em águas internacionais próximas à costa venezuelana, em uma operação que Washington afirma ser de combate ao narcotráfico. Maduro, no entanto, acusado pelos EUA de liderar o “Cartel dos Sóis”, qualifica a ação como “imoral, criminosa e ilegal”, com o objetivo de promover uma mudança de regime.
Nas ruas de Caracas, o clima misturava patriotismo e preocupação. “Estou aqui para servir ao nosso país. Não sabemos o que pode acontecer, mas temos que nos preparar”, disse Rosy Paravabith, 51, refletindo o sentimento de muitos na fila. De auditores de 66 anos a senhoras de 78, voluntários de todas as idades responderam ao chamado. “Sei que, por causa da minha idade, não vou pegar em um fuzil, mas estou disposta a ajudar”, afirmou Omaira Hernández, 78.
A oposição venezuelana pediu que a população não se aliste, criticando a politização das Forças Armadas, que desde Hugo Chávez adotaram saudações e símbolos ideológicos. Embora o IISS estimasse as forças regulares em 343 mil efetivos em 2020 – a terceira maior da América do Sul –, Maduro afirmou nesta semana que apenas a Milícia conta com mais de 4,5 milhões de soldados, um número que especialistas consideram inflado e distante da realidade de uma possível intervenção militar direta.
Da Agência Fonte Exclusiva.








