A Polícia Federal (PF) divulgou nesta quarta-feira (20/08) uma série de mensagens privadas extraídas do celular do ex-presidente Jair Bolsonaro. O conteúdo, trocado com seu filho Eduardo Bolsonaro e com o pastor Silas Malafaia, foi crucial para o indiciamento de Bolsonaro e Eduardo pelo crime de coação a autoridades, dentro do inquérito sobre tentativa de golpe de Estado.
As conversas revelam:
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Ações de Eduardo nos EUA: Estratégias para mobilizar o governo Trump e impor um “tarifaço” como forma de pressão.
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Conflitos familiares: Eduardo xinga o pai de “ingrato do caralho” após se sentir desautorizado publicamente.
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Engajamento de Malafaia: O pastor atua como orientador da estratégia de pressão, sugerindo ameaças a ministros do STF.
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Pedido de Asilo: Foi encontrado um documento editável, sem assinatura, com um pedido de asilo político à Argentina em nome de Bolsonaro.
Crise entre pai e filho
As mensagens mostram uma relação conturbada. Em julho, após Bolsonaro chamar Eduardo de “imaturo” em uma entrevista, o deputado federal reagiu com fúria em uma mensagem: “VTNC seu ingrato do caralho!… quem vai se fuder é vc”. Ele ainda ameaçou intensificar uma briga pública com o governador Tarcísio de Freitas. No dia seguinte, pediu desculpas pelo tom.
Malafaia: o estrategista
O pastor Silas Malafaia aparece como um articulador central. Em suas mensagens, ele:
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Orienta a pressão: Sugere que Bolsonaro ameace ministros do STF com sanções dos EUA. “Vão dobrar a aposta apoiando o ditador? Duvido!”, escreveu.
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Critica Eduardo: Classifica o deputado como um “estúpido de marca maior” e um “babaca” por sua abordagem, elogiando em contrapartida a postura do senador Flávio Bolsonaro.
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Define a narrativa: Insiste que a questão do tarifaço deve ser tratada como “justiça e liberdade”, e não econômica.
O pedido de asilo na Argentina
A PF localizou no aparelho um arquivo de texto, editável e sem assinatura, contendo um pedido de asilo político ao presidente argentino Javier Milei. O documento, modificado pela última vez em 10 de fevereiro — dias após a apreensão do passaporte de Bolsonaro e sua estadia na embaixada da Hungria —, alega que o ex-presidente é “perseguido por motivos políticos”. Para a PF, o arquivo endossa a tese de “comprovado risco de fuga”.
Repercussão e decisão judicial
Em nota, Eduardo Bolsonaro classificou como “lamentável e vergonhoso” a PF tratar “como crime o vazamento de conversas privadas, absolutamente normais”. O ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, deu 48 horas para a defesa de Bolsonaro se manifestar sobre as revelações e os descumprimentos de medidas cautelares. Moraes também determinou que Silas Malafaia não deixe o país e não mantenha contato com os Bolsonaros.
Da Agência Fonte Exclusiva.








