O prefeito de Campos dos Goytacazes, Wladimir Garotinho, enviou à Câmara de Vereadores um projeto de lei que autoriza a venda de créditos de precatórios do município. A medida é vista como uma tentativa de arrecadar recursos para cobrir um suposto rombo financeiro de R$ 1,5 bilhão.
O documento, obtido pela Agência Fonte Exclusiva, prevê a cessão de créditos por meio de licitação pública, permitindo que empresas comprem os valores devidos à cidade por decisões judiciais contra a União.
A proposta levanta preocupações e comparações com a polêmica “venda do futuro”, realizada pela ex-prefeita Rosinha Garotinho, mãe de Wladimir, que contraiu empréstimos da Caixa Econômica Federal usando as receitas futuras dos royalties do petróleo como garantia.
🚨 Estratégia para cobrir um rombo bilionário?
A justificativa do projeto afirma que a venda dos precatórios ajudaria a “otimizar a gestão de ativos financeiros” e obter recursos para investimentos e custeios prioritários. No entanto, a operação, se aprovada, pode representar um alto deságio, ou seja, os créditos seriam vendidos por valores menores do que os de face.
A crise financeira da cidade tem se agravado, e medidas impopulares já foram adotadas para aumentar a arrecadação:
✅ Aumento do IPTU e da taxa de iluminação pública;
✅ Reforço na aplicação de multas e apreensões de veículos, associadas à chamada “máfia do reboque”;
✅ Dificuldade em pagar fornecedores e servidores, com denúncias de atrasos.
Especialistas alertam que a venda de créditos judiciais pode ser uma solução de curto prazo, mas que compromete receitas futuras, deixando a administração seguinte sem esses recursos.
📌 Pressa na aprovação e possível impacto eleitoral
O projeto foi enviado com pedido de urgência, solicitando que a Câmara vote a proposta em até 15 dias. A tramitação acelerada levanta questionamentos sobre a transparência e as condições da venda.
A iniciativa surge em um momento crítico, com o município se aproximando das eleições municipais. O prefeito Wladimir Garotinho tenta viabilizar recursos para sua gestão e evitar uma crise mais profunda antes do pleito.
A oposição já se mobiliza para questionar o projeto, argumentando que ele pode prejudicar a cidade no longo prazo. O impacto dessa proposta no cenário político de Campos dos Goytacazes será decisivo nos próximos dias.
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