FaceApp é um aplicativo desenvolvido pela empresa russa Wiriless Lab, que está conquistando usuários graças a tecnologia de edição de fotos, que permite fazer transformações versáteis em imagens no próprio smartphone.
Com o aplicativo, é possível mudar o penteado de uma pessoa, sexo, idade, maquiagem ou tatuagens, por exemplo.
O FaceApp ganhou popularidade no início deste ano, quando internautas do mundo inteiro publicaram fotos editadas na plataforma para se parecerem mais velhos.
Mas o sucesso da plataforma incomoda as autoridades norte-americanas, que tentam manter a hegemonia do país no mercado de tecnologia de informação.
A diretora-assistente do Gabinete dos Assuntos Congressionais do FBI, Jill Tyson, declarou que qualquer aplicativo desenvolvido na Rússia pode ser uma potencial ameaça de contrainteligência.
“O FBI considera qualquer aplicativo móvel ou produto similar desenvolvido na Rússia, como o FaceApp, uma potencial ameaça de contrainteligência, com base nos dados que o produto coleta, suas políticas de privacidade e termos de uso, e os mecanismos legais disponíveis para o governo da Rússia que permitem o acesso a dados dentro das fronteiras da Rússia”, escreveu Tyson, respondendo a uma consulta do senador Charles Schumer na segunda-feira (02).
Schumer pediu em julho ao FBI para estudar se os dados pessoais carregados por milhões de americanos no FaceApp “podem estar chegando às mãos do governo russo ou de entidades ligadas ao governo russo”.
O senador definiu a resposta da diretora do FBI como um aviso para compartilhar com familiares e amigos.
O criador do FaceApp, Yaroslav Goncharov, refutou as alegações, dizendo que a empresa nunca transfere fotos de usuários para terceiros.
O Kremlin também se manifestou sobre a carta. “A Rússia não acredita que o FBI seja capaz de parar a produção competitiva de empresas de TI da Rússia falando de ameaças de aplicativos russos”, declarou o porta-voz de Vladimir Putin, Dmitry Peskov.








