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Discord recorre contra suspensão de lives e vídeos determinada pela ANPD

Plataforma pede retomada imediata das ferramentas bloqueadas no Brasil e questiona competência da autoridade para suspender os serviços.

redacao Por redacao
24/08/2026 - 17:44
em Tecnologia
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Discord recorre contra decisão da ANPD que suspendeu ferramentas de lives e vídeos no Brasil. Empresa pede retomada dos serviços e apresenta propostas para reforçar a proteção de menores.

Imagem: Reprodução/ Gettyimages.ru / Stanislav Kogiku/SOPA Images/LightRocket/ Via RT

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A disputa entre o Discord e a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) ganhou um novo capítulo nesta segunda-feira (24). A plataforma apresentou recurso contra a decisão que suspendeu, no Brasil, ferramentas de transmissão e compartilhamento de vídeos e pediu a retomada imediata dos serviços afetados.

Além de solicitar o fim das restrições, o Discord também pediu a anulação da decisão. A empresa argumenta que a medida teria problemas formais, seria desproporcional e ultrapassaria os limites de competência da ANPD.

A determinação atinge o recurso Go Live e outras funcionalidades relacionadas a transmissões ao vivo e vídeos. O Discord cumpriu a ordem de suspensão em 17 de agosto, mas agora tenta reverter a decisão.

Para que os recursos sejam liberados, a ANPD exige a apresentação de medidas consideradas eficazes para ampliar a proteção de crianças e adolescentes que utilizam a plataforma.

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A suspensão ocorreu após a morte de uma adolescente durante uma transmissão realizada em grupos do Discord, em julho. O caso gerou repercussão e voltou a colocar em debate a segurança de menores de idade em plataformas digitais.

O episódio também levou a primeira-dama Janja da Silva a defender publicamente a retirada do Discord do ar no Brasil.

Discord questiona poder da ANPD para suspender funcionalidades

Um dos principais argumentos apresentados pela empresa no recurso está relacionado à competência da ANPD para determinar a suspensão dos serviços.

Segundo a defesa do Discord, a autoridade tem competência para aplicar sanções administrativas, como advertências e multas. No entanto, a empresa sustenta que a suspensão temporária de serviços ou a proibição de determinadas atividades dependeria de uma decisão judicial.

A plataforma também questiona o fato de a determinação ter sido tomada individualmente pelo Superintendente de Fiscalização da ANPD.

Outro ponto levantado no recurso é o impacto das restrições sobre usuários que não possuem qualquer relação com atividades ilegais ou situações de risco.

De acordo com o Discord, o bloqueio das transmissões e das chamadas de vídeo em grupo afeta pessoas que utilizam as ferramentas para finalidades legítimas, incluindo famílias, estudantes, comunidades e empresas.

Caso o pedido de anulação ou reconsideração não seja aceito, a empresa solicita que o processo seja levado ao Conselho Diretor da ANPD para uma nova análise.

Empresa apresenta alternativas à suspensão

Além de pedir o retorno imediato das ferramentas, o Discord apresentou propostas que, segundo a empresa, poderiam atender às exigências da autoridade sem a necessidade de manter os recursos completamente bloqueados.

Entre as sugestões está a criação de um Plano de Conformidade, reunindo medidas voltadas à adequação da plataforma às regras de proteção de crianças e adolescentes.

A empresa também propôs a definição de critérios e prazos para uma possível reativação gradual das funcionalidades suspensas.

Outra alternativa seria a assinatura de um Termo de Ajustamento de Conduta, conhecido como TAC, entre o Discord e a ANPD. O acordo poderia estabelecer compromissos específicos e medidas para reforçar os mecanismos de segurança da plataforma.

A proposta busca encontrar uma solução que permita o retorno dos recursos, ao mesmo tempo em que sejam implementadas medidas adicionais para reduzir riscos envolvendo usuários menores de idade.

Impasse coloca segurança digital e regulação em debate

Enquanto o recurso aguarda análise, as ferramentas de transmissão afetadas continuam no centro da disputa entre a plataforma e a autoridade brasileira.

A decisão que será tomada poderá definir o futuro imediato das lives e dos recursos de vídeo do Discord no país, mas o caso também levanta uma discussão mais ampla.

De um lado, está o debate sobre a responsabilidade das plataformas digitais na proteção de crianças e adolescentes. Do outro, surgem questionamentos sobre os limites da atuação dos órgãos reguladores e os tipos de medidas que podem ser aplicadas a empresas de tecnologia.

O desfecho do recurso poderá estabelecer um novo capítulo nessa discussão e influenciar a forma como plataformas digitais e autoridades brasileiras lidam com questões relacionadas à segurança online, proteção de menores e cumprimento das regras de proteção de dados.

*Da Agência Fonte Exclusiva

Tags: #ANPD#CriançasEAdolescentes#direitosdigitais#Discord#GoLive#InternetSegura#LGPD#Lives#PlataformasDigitais#ProteçãoDeDados#protecaoinfantil#RedesSociais#SegurançaDigitalBrasilNotíciasTecnologia
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