Mecanização é a maior aposta do país para aumentar produção e reduzir custos de mão de obra;
Da redação
Mais de 35 milhões de garrafas térmicas foram produzidas no ano passado pela metalúrgica chinesa Haers Vacuum Containers, na cidade de Yongkang. É a segunda maior produção do mundo. Para tornar-se a primeira no ranking, a empresa aposta na sua nova linha de montagem totalmente automatizada.
“Uma linha de montagem de robôs será lançada em breve e estamos convictos de que superaremos este ano o maior produtor”, disse Wang Shuyi, diretor-geral da cadeia de suprimento da empresa, na Província de Zhejiang, leste da China.
Em conformidade com a estratégia Made in China 2025, que tem como objetivo modernizar o setor manufatureiro do país, o governo e as empresas na cidade de Yongkang trilharam novos caminhos para reforçar a produtividade e a qualidade de produto e ao mesmo tempo baixar os custos trabalhistas.
“Em 2017, o governo já concedeu cerca de 40 milhões de yuans (US$ 6,3 milhões) de subsídios para empresas que usam equipamentos avançados, como robôs”, disse Ying Xujun, vice-chefe do departamento da economia e informatização de Yongkang.
Conhecida como a “Cidade de metal”, Yongkang tem agora mais de 10 mil empresas que desenvolvem negócios de ferragens, como ferramentas elétricas, utensílios de cozinha e garrafas térmicas, tornando-se a maior base para a manufatura, o comércio e a exportação desses produtos.
“Há mais de 360 programas em curso que têm como objetivo usar robôs industriais para estabelecer uma linha de produção sem trabalhadores, com investimento atingindo mais de 8,5 milhões de yuans,” disse Ying.
A indústria de robôs foi listada como uma área chave de desenvolvimento no programa nacional Made in China 2025. A meta é fazer do país o maior mercado mundial para robôs industriais. A produção do país já superou 100 mil nos primeiros dez meses de 2017, um aumento de 70% em termos anuais, de acordo com o Ministério da Indústria e Informatização.
A China já é o maior mercado para robôs industriais do mundo, representando cerca de um terço da demanda mundial.
*Agência Xinhua








