Rio das Ostras vem utilizando uma estratégia de monitoramento para identificar com mais precisão as regiões onde o Aedes aegypti apresenta maior atividade. Desde o início de 2025, a Vigilância em Saúde do município utiliza ovitrampas, armadilhas que permitem acompanhar a quantidade de ovos depositados pelo mosquito e identificar áreas que precisam de maior atenção.
A iniciativa coloca Rio das Ostras entre os municípios pioneiros do Estado do Rio de Janeiro na adoção desse tipo de monitoramento. A partir dos resultados obtidos, as equipes conseguem identificar os locais com maior concentração de ovos e definir onde as ações de combate devem ser intensificadas.
Monitoramento ajuda a criar mapa de risco
As informações coletadas nas armadilhas são utilizadas para elaborar um mapa de risco do município. As regiões classificadas como “áreas quentes” passam a receber atenção especial dos Agentes de Combate às Endemias (ACEs).
A classificação está relacionada à presença e à reprodução do mosquito, e não significa necessariamente que exista um número maior de pessoas infectadas por dengue, zika ou chikungunya naquele local.
O acompanhamento ao longo de diferentes ciclos também permite observar se uma área continua apresentando alta atividade do Aedes aegypti, se houve redução ou se outra região passou a registrar um aumento na quantidade de ovos.
Como funcionam as ovitrampas
A ovitrampa é composta por um recipiente escuro com água, uma palheta de madeira onde a fêmea do mosquito deposita os ovos e um atrativo específico utilizado para aumentar a capacidade de monitoramento.
O produto empregado na armadilha é destinado exclusivamente à atração do mosquito durante o acompanhamento e não oferece riscos para pessoas ou animais.
O trabalho é realizado em ciclos de três semanas dentro de uma programação bimestral. Na primeira semana, as armadilhas são instaladas em pontos definidos pela Vigilância em Saúde. Na segunda, os agentes retornam para recolher e substituir as palhetas utilizadas para a postura dos ovos. Na terceira semana, são retiradas a palheta final e a própria armadilha.
Após a coleta, o material segue para análise em laboratório. Os ovos encontrados nas palhetas são contabilizados e os resultados são transformados em dados que ajudam a orientar as ações de controle do mosquito.
Dados orientam trabalho dos agentes
Além de contabilizar os ovos, o método permite estimar a densidade populacional do vetor e acompanhar como a atividade do mosquito se comporta em diferentes regiões da cidade.
Com os dados em mãos, a Vigilância em Saúde consegue identificar os pontos onde a presença do Aedes aegypti está mais intensa e direcionar as equipes para essas áreas.
Na prática, o monitoramento evita que as ações sejam distribuídas de maneira uniforme por todo o município. Os agentes podem concentrar esforços nos locais que apresentam maior risco em determinado período, tornando o trabalho de controle mais direcionado.
Segundo a superintendente da Vigilância em Saúde, Nirvana Braga, a organização das atividades e a colaboração dos moradores são importantes para o funcionamento da estratégia.
“Esse processo requer organização logística e a colaboração da população é fundamental para o sucesso dessa iniciativa. Para isso, as pessoas precisam entender como funciona o monitoramento e sua importância para combatermos o mosquito no nosso Município”, explicou.
A utilização das ovitrampas faz parte das ações de prevenção e controle desenvolvidas pela Vigilância em Saúde de Rio das Ostras. O objetivo é acompanhar a circulação do Aedes aegypti e utilizar as informações coletadas para orientar medidas de combate à dengue, zika e chikungunya.
*Da Agência Fonte Exclusiva.








