Com o retorno das aulas, o Hospital São José (HSJ) reforça o alerta aos pais e responsáveis sobre a importância de observar sinais que podem indicar problemas de visão em crianças e adolescentes. Mudanças de comportamento em sala de aula ou em casa podem ser os primeiros indícios da necessidade de uma avaliação oftalmológica.
De acordo com a oftalmologista Tatiana Aquino, alguns comportamentos exigem atenção especial. Aproximar-se excessivamente do quadro, da televisão, dos livros ou do celular, além da falta de interesse pelas aulas e pela leitura, estão entre os principais sinais de alerta.
A médica explica que dificuldades visuais não afetam apenas o rendimento escolar, mas também a convivência social. Quando a criança não enxerga corretamente, pode apresentar dificuldade para brincar, interagir com colegas ou acompanhar atividades do dia a dia. Em alguns casos, esses sinais podem ser confundidos com transtornos de aprendizagem ou outras condições.
A especialista ressalta que o acompanhamento oftalmológico deve fazer parte da rotina infantil. O teste do olhinho deve ser realizado ainda ao nascer, seguido de consultas periódicas. Até os seis anos de idade, a maioria dos erros refracionais pode ser corrigida com bons resultados quando diagnosticada precocemente.
O superintendente do Hospital São José, Dante Pinto Lucas, destaca que a unidade está preparada para atender esse público. Segundo ele, o hospital conta com atendimento ambulatorial e estrutura adequada para acolher crianças e adolescentes que necessitam de acompanhamento oftalmológico.
Cuidados no ambiente escolar
No ambiente escolar, professores e profissionais da educação costumam ser os primeiros a perceber mudanças de comportamento ou dificuldades de aprendizagem. Nesses casos, a orientação é comunicar os pais ou responsáveis para que busquem avaliação especializada, já que as escolas não realizam diagnósticos na área da saúde.
Além disso, o Programa Saúde na Escola (PSE) desenvolve ações itinerantes nas unidades de ensino, promovendo atividades educativas e preventivas voltadas à saúde infantil. Entre as iniciativas estão palestras e orientações sobre doenças da infância, contribuindo para a identificação precoce de problemas que podem interferir no desenvolvimento dos estudantes.
*Da Agência Fonte Exclusiva








