A campanha especial de vacinação contra o sarampo atraiu crianças, jovens e adultos neste sábado (8), movimentando diversas unidades de saúde, mesmo com o tempo nublado. As unidades Casa da Vacina e a Sala de Vacina do Pronto-Socorro do bairro Aeroporto atenderam pessoas de 5 a 59 anos, com o objetivo de ampliar a cobertura vacinal e prevenir novos casos da doença.
Quem não conseguiu se vacinar no sábado terá a oportunidade durante a semana nas unidades de Estratégia de Saúde da Família (ESF), Unidades Básicas de Saúde (UBS), Casa da Vacina e na sala de vacinação do Pronto-Socorro do bairro Aeroporto. A recomendação é que os usuários levem cartão de vacinação e documento de identificação. Para quem não possui o cartão, a situação vacinal pode ser consultada pelo aplicativo Meu SUS Digital.
Vacinação e público-alvo
A vacina aplicada foi a tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola. O esquema de imunização varia de acordo com a idade: pessoas entre 5 e 29 anos que não foram vacinadas ou possuem esquema incompleto devem iniciar ou completar as duas doses recomendadas. Adultos de 30 a 59 anos que ainda não receberam nenhuma dose recebem uma aplicação única.
Muitas famílias aproveitaram a oportunidade para atualizar a caderneta de vacinação. O casal Frederico Neves de Aguiar e Priscila do Amaral de Aguiar levou o filho Joaquim, de 11 anos, para receber a dose da tríplice viral e também atualizar suas próprias vacinas. “A saúde é nossa prioridade. Nosso filho caçula não precisou vacinar, mas hoje, além da vacina contra o sarampo, nosso foco foi a da hepatite e HPV”, contou Priscila.
Importância da vacinação
A tríplice viral é considerada a forma mais segura e eficaz de prevenção contra o sarampo, além de proteger contra a rubéola e a caxumba. A Organização Mundial da Saúde (OMS) registrou aumento nos casos da doença em todas as regiões desde 2024. No Brasil, até o momento, foram confirmados cinco casos de sarampo neste ano, incluindo um em São Paulo, cuja origem da infecção ainda é desconhecida.
O vírus é transmitido por meio de secreções respiratórias, podendo se espalhar ao tossir, espirrar ou falar. Os sintomas geralmente aparecem entre 7 e 21 dias após a exposição, e a doença pode ser transmitida desde seis dias antes até quatro dias após o surgimento das manchas na pele.
Lorrainy Fagundes, coordenadora do Programa de Imunização, reforçou que a atualização vacinal é recomendada para todos os grupos etários, destacando que profissionais de saúde devem ter duas doses comprovadas da tríplice viral. “A imunização é a principal forma de evitar o ressurgimento dessas doenças”, concluiu.
*Da Agência Fonte Exclusiva.








