Para o ex-governador Anthony Garotinho, “tem nome de gente poderosa que ainda não foi mencionado na Operação Calicute”
Investigações da Operação Calicute, desdobramento da Operação Lava Jato que prendeu o ex-governador do Rio Sérgio Cabral e sua esposa Adriana Ancelmo, revela que o casal utilizou o avião do empresário Eike Batista 13 vezes para viagens ao exterior.
Os laços entre Cabral e Eike Batista sempre foram de domínio público. Portanto, a cessão do avião não traz lá muitas novidades. Afinal, a promiscuidade no Estado do Rio se banalizou.
Na era Cabral Eike deitou e relou. A região do Açu, em São João da Barra, no Norte Fluminense é testemunha de que por Eike Batista o então governador Sérgio Cabral “pintou o capeta de verde e amarelo”.
No Açu, o Estado espoliou terras de pequenos agricultores, não indenizou e entregou a LLX para alugar as empresas que se instalavam no condomínio industrial, situação que é objeto de ação no Tribunal de Justiça do Estado do Rio. Um escândalo!
Mas a grade pergunta nesta relação de compadrio que confunde o público e o privado vem de uma postagem no blog do ex-governador Anthony Garotinho, o primeiro a denunciar esta podridão que corria nos subterrâneos ainda antes de exalar.
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VÍDEO | Canal do Garotinho no Youtube
Perguntas de Garotinho:
“Quais os destinos de todos os voos internacionais de Cabral?”
“A quem pertencem as aeronaves particulares usadas por Cabral nessas viagens?”
“Quais foram os acompanhantes de Cabral nessas viagens?”
Numa das perguntas formuladas pelo ex-governador, que já demonstrou ter informações privilegiadas e consistentes, subtende-se que Eike Batista não foi o único empresário a emprestar aeronaves para Sérgio Cabral. Isso quer dizer que falta alguém em Nuremberg.
“É elementar que agora com Cabral preso, essas informações não são divulgadas porque querem proteger gente poderosa”, diz Garotinho.








