Sãos os tempos estranhos no comércio internacional: o país marxista expande negócios com o mundo e o porta estandarte do liberalismo se retraí;
Imagem: Libertar.in
O mundo vive tempos estranhos. São fortes recessões, desemprego em alta, conflitos localizados e guerra comercial entre as nações. É um contexto em que os países industrializados demarcam território, usando de sua influência nos organismos internacionais para colocarem os países em desenvolvimento nos seus respectivos lugares: “produtores de commodities”.
Qualquer figuração fora deste roteiro é severamente punida, seja com sanções no campo econômico ou instrumentos mais ferozes e invisíveis. É neste contexto que entra a Operação Lava Jato, um braço operacional dos Estados Unidos no continente latino americano, atingindo a espinha dorsal de empresas brasileiras que conseguiram alcançar o disputado mercado externo. Isso, talvez, explique porque o juiz Sérgio Moro foi homenageado recentemente na Câmara de Comércio Brasil-EUA, em Nova York.
A economia deste continente enfrenta um revés do qual demandará décadas para superar e boa parte da sociedade que festeja a Lava jato como acontecimento no combate a corrupção sistêmica só compreenderá o real intento desta manobra quando os historiadores e memorialistas, no futuro, demonstrarem o que de fato move o coração do judicialismo e punitivismo que domina o ambiente.
A economia de livre mercado está se fechando e quem puxa o freio são os EUA, que se pintava como o epicentro do livre mercado. O país que se tornou um defensor do livre comércio entre as nações, quem diria, é a China marxista, que já redesenhou a rota da seda. Temos, portanto, o marxismo topando qualquer negócio e o liberalismo se encondo por detrás da barreira protecionista, usando de todas as artimanhas conspiratórias para se proteger. Vai a guerra com a mesma facilidade com que o seu comandante-em-chefe, Donald Trump, defeca uma asneira no Twuitter. São, realmente, tempos estranhos.








