São exageradas e descabidas as medidas restritivas aplicadas ao ex-governador Anthony Garotinho, diz ex-deputado Roberto Henriques
Por Roberto Henriques
Por imposição da natureza de pessoa de vida pública, não poderia fechar os olhos ou me recolher ao silêncio da omissão… A indiferença, disse Martin Descalzo: “é a perfeição do egoísmo”. Portanto, a falha mais letal de nosso tempo.
Todos sabem das minhas divergências políticas com o ex-Governador Anthony Garotinho, as quais aqui mantenho; porém, no exercício da liberdade de expressão , julgo como exageradas e descabidas, antes do trânsito em julgado, as medidas restritivas a ele aplicadas pela sentença de Primeiro Grau de autoria do Dr. Ralph Manhães. É usual que o réu recorra em liberdade…
Por outro lado, repito AQUI, o que afirmara em postagens anteriores: “Caberá, só a equipe multidisciplinar dos Centros de Referência da Assistência Social – CRAS, realizar os Estudos de Caso das famílias e oferecer parecer favorável para suas inclusões nos Programas Sociais”. Essas decisões impostas pela Lei da Assistência Social, jamais são da alçada de Vereadores, Lideranças Políticas ou Cabos Eleitorais. Portanto, que sejam alcançados pela lei vigente, através do “Devido Processo Legal “, todos quantos cometeram crimes comprovados pelo Processo que corre na Justiça Eleitoral de Campos.
Por fim, por tudo que assistimos e fomos informados sobre a “Operação Chequinho”, não poderia esconder o que percebi ao longo do transcurso da mesma. Socorrendo-me da “Maiêutica Socrática”, diria que lamentavelmente, repito, lamentavelmente…, o transcurso da aludida operação e o processo que abriga; “pariu”, “veio à luz”, “deu-nos conhecimento “de uma briga pessoal entre Garotinho, Paulo Cassiano (delegado da Polícia Federal), Leandro Manhães (promotor de justiça) e Ralph Manhães (juiz). Triste constatação, diante da rica tradição jurídica de nossa Terra Goitacá… Salta aos nossos olhos, que todos erraram muito!
*Roberto Henriques é ex-deputado estadual pelo PSD








