Entre os acusados está o vereador e pré-candidato à prefeitura de Macaé-RJ Igor Sardinha (PRB) |
Passou no vácuo da folia carnavalesca a audiência na justiça de Macaé (RJ), no Norte Fluminense, sobre o processo que apura compra de votos na eleição de 2012. O vereador e pré-candidato à prefeitura, Igor Sardinha (PRB), é um dos indiciados.
Na audiência do dia 4 o juiz aceitou a denúncia protocolada pelo Ministério Público. A ação judicial tem como base um vídeo divulgado em meu blog logo após a eleição. Os indícios são fortíssimos, como se pode constatar a reprodução acima. Uma eleitora chega a uma comunidade à procura de aliciadores. Os compradores chegam descaradamente negociando valores e dando nome do político beneficiário. As imagens são eloquentes e se transformaram em elementos de convicção contra os réus.
Além de Igor Sardinha, estão denunciados Luiz Claudio de Oliveira e Luciano Chaves Leão. Cópia da ata da última audiência foi postada no blog RB no Whatsapp por ativistas políticos locais, gerando debates entre os mais de 100 participantes do grupo.
O que estranha em todo este processo não é a denúncia, mas a morosidade da justiça e do próprio Ministério Público, que são admiravelmente céleres quando se trata de processar e punir jornalistas por “crime de opinião”. A palavra aparece entre aspas porque no Brasil, mesmo após o fim da ditadura militar, opinião ainda é crime.
No que se refere a Igor Sardinha, a ação penal é um revés em sua pretensão de disputar a prefeitura e até mesmo na opção por ser vice numa eventual chapa de oposição. Caso esteja elegível até a data do registro de candidatura, deverá ser candidato à reeleição na Câmara de Vereadores.
Sardinha também é um dos operadores de um movimento clandestino de trabalhadores da saúde, que promovem um movimento contra o ponto biométrico implantado pela prefeitura. Entre os integrantes deste grupo, estão médicos que passaram a ser obrigados a cumprir plantões na rede municipal de saúde.








