Escândalo da Lava Jato produz barulho, mas se corrupção fosse um fator determinante para sepultar projetos políticos no Brasil, o deputado Paulo Maluf (PP) já estaria banido do cenário. Poucos personagens sofreram tantas acusações como ele |
Tem muita gente apostando as fichas na Operação Lava Jato como fator de desestabilização na eleição de 2016. O desgaste midiático abala emocionalmente quem está no olho do furacão, cria elementos para fomentar ações no judiciário, mas o efeito – sobre o ponto de vista da opinião pública – para os partidos e o inconsciente da maioria do eleitor brasileiro é duvidoso. Inúmeras pesquisas qualitativas já avalizaram que corrupção não é um fator determinante numa eleição.
Efeitos da corrupção 2
Pesquisa realizada pelo Ibope Opinião com dois mil eleitores, em 2006, já mostrava a tolerância e conivência do brasileiro com a corrupção. Intitulado “Corrupção na Política: Eleitor – Vítima ou Cúmplice?”, o levantamento inédito revelou que 75% dos eleitores entrevistados confessaram que cometeriam um deslize ético em cargos públicos, se tivessem oportunidade. Outros (pasmem!) 98% afirmaram acreditar que seus conhecidos cometem alguns desses atos ou praticamente todo mundo. O jovem, segundo a pesquisa, é faixa etária mais tolerante com a corrupção. A pesquisa, na ocasião, foi coordenada por Silvia Cervellini e faz parte do que pode se denominar de leitura interessante.
Malas prontas
Pré-candidato a prefeitura de Friburgo-RJ, na Região Serrana, o deputado Glauber Braga (PSB) reuniu a militância na última sexta-feira para anunciar que vai se filiar ao PSOL. Ele travava uma lutar interna com o Senador Romário, atual presidente do diretório regional. Numa tentativa de pacificação, o diretório nacional do PSB ofereceu ao deputado a vice-presidência da regional e o controle sobre 23 diretórios municipais, mas ele optou por arrumar as malas. Em São Paulo a deputada Luiza Erundina também deverá mudar de partido.
Ouvindo as ruas
O Palácio do Planalto está atento. O governo Dilma contratou uma série de pesquisas em todos os municípios do país. A intenção é saber a avaliação de prefeitos, governadores e da presidente nas periferias. Em Macaé os pesquisadores terão que entrar em zonas como Nova Holanda, Novo Botafogo, Lagomar e Malvinas, regiões até então impenetráveis nessas sondagens por conta da presença ostensiva do tráfico de drogas.
Toma tenência, Furinga!

Depois de tentar ingressar no PMDB por cima, o prefeito de Quissamã, Nilton Pinto (PR), o Furinga, agora corteja o vice-governador Francisco Dornelles para tentar um lugar ao sol no PP. Furinga, é bom que se diga, vai bem e obrigado, já a cidade de Quissamã padece por falta de serviços básicos. Recentemente a secretária de Saúde saiu corrida pela porta dos fundos para fugir de uma determinação judicial que a obrigava a comprar remédios para dois pacientes com câncer.








