A eleição nas cidades tende a ganhar maior intensidade com aproximação dia 15 de novembro, data da votação. A partir de agora faltam menos de 30 dias para o pleito que vai escolher prefeitos e vereadores para a próxima legislatura.
Nesse ambiente as paixões se aceleram, com reflexos no nível de provocação nas ruas e as redes sociais, tanto por parte de candidatos quanto de eleitores.
Neste sábado (17), por exemplo, na cidade de Campos (RJ), Norte Fluminense, um homem provocou o candidato Wladimir Garotinho (PSD), durante uma de suas caravanas no Jardim Carioca, em Guarus.
As imagens mostram que a intenção era provocar um incidente com o candidato para viralizar imagens na rede social. Não funcionou. Wladimir esquivou-se, mas ainda assim tentou-se propagar notícias depreciativas contra ele em grupos de Whatsapp, Instagram e Facebook.
Inicialmente, a provocação chegou a ser atribuída nas redes sociais aos partidários do prefeito Rafael Diniz (Cidadania), candidato à reeleição e adversário de Wladimir. Isso, porque seus partidários trataram de propagar o vídeo. Talvez, tenha sido uma cooperação ideológica inadvertida dos “idiotas com autoestima”, definição cunhada pelo dramaturgo Nelson Rodrigues. Essa turma é um perigo, porque age por conta própria.
Posteriormente, no entanto, ficou claro não ter envolvimento do prefeito no incidente. Testemunhas afirmam que o homem é dono de um Lava Jato, no bairro Jardim Carioca.
Até aqui tudo indica que foi muito mais uma iniciativa isolada, de alguém em busca de 15 minutos de fama, do que algo propriamente arquitetado.
Rafael Diniz tem desafiado Wladimir Garotinho para debates nas redes sociais. Mas, verdade seja dita, o faz pessoalmente, sem terceirizar a tarefa, assumindo eventuais ônus e bônus pela iniciativa.
Já Wladimir Garotinho, ao ser provocado, mostrou equilíbrio. O provocador tentou atingi-lo abaixo da linha de cintura, acusando seus pais, os ex-governadores Anthony Garotinho e Rosinha Garotinho, que estão em recolhimento domiciliar após diagnóstico de Covid-19. Algo desnecessário, diga-se de passagem, que contribui muito mais para vitimizar o candidato do que para desgastar.
Que este incidente continue como um fato isolado, já que a campanha eleitoral em Campos está transcorrendo na maior normalidade, com atuação eficiente tanto do Ministério Público quanto da Justiça Eleitoral.
E ainda que a pandemia sufoque um pouco o brilho da democracia, há uma demonstração de que a população está entrando no clima eleitoral.








