Não é pequeno o número de idosos acamados e que estão à espera da vacinação a que têm direito, em domicílio. Sequer se tem acesso ao cronograma de Bairros com prioridade, etc. etc.
Já escrevi sobre isso nesse mesmo espaço. Continuo achando que nossa Secretaria Municipal de Saúde, setor de Epidemologia, depende de muitos fatores dos quais não dá conta, principalmente transporte; e depende do GRV, que também, num esforço ultra-humano tem colaborado, mas socorre outras necessidades além dessa.
Apareceu na minha vida uma mulher de quem compro hortaliças, frutas e legumes em uma banca do mercado de Campos, Dona Lili, que havia lido minha matéria sobre minha mãe, aos 93 anos, em home care, que estava agendada desde 19 de fevereiro, mas “sem data prevista” para ser vacinada.
Isso estava me enlouquecendo. Dona Lili tomou a frente de tudo e eis que me avisaram que ontem viriam vaciná-la entre 13 e 13h30.
Não acreditei acreditando. Obrigado, Dona Lili. Chegaram a nossa casa na Rua Dr. Matos, 85, no Parque Caju, exatamente às 12h45 e minha mãe foi vacinada com a 1ª dose da Astrazeneca.
O Grupo Voluntário (GRV)/Secretaria de Saúde, e sua equipe, composta por João Pedro Andrade, Roberto Martins, Milena Bastos, Andréia Jóia e Johnny Guimarães, aqui fica a minha gratidão pela boa vontade e humanidade, simpatia e carinho.
Minha mãe, a Profa. Nilza Miranda, está acamada lutando contra um Alzheimer já bem avançado, acamada e acompanhada de enfermeira e cuidadores, sem ter muita noção do que estava acontecendo.
Valeu a luta! Valeu GRV! A Secretaria de Saúde não está fazendo mais do que sua obrigação. Precisa se reorganizar. Salve Da. Lili e seu amigo cujo nome me escapa no momento.
Gente boa há aqui, apesar do “canavial queimado”. Isso tudo é kafkiano! Triste e absurdamente kafkiano, ao mesmo tempo que traz nuances de vaudeville, comédia de l´arte e tragédia, esta sim, com sua hibris macabra: a morte!








