Seria cômico se não fosse trágico. A agência de classificação de risco Fitch Ratings reafirmou nesta terça-feira (21) a nota BB-, três níveis abaixo do grau de investimento (selo de bom pagador), para o Brasil.
Segundo reportagem da EBC, a Fitch “manteve a perspectiva estável para o país, indicando que a classificação não deve ser alterada nos próximos meses”.
A agência é um instrumento do mercado financeiro para tutelar os países por meio do que chama de classificação de risco.
Para melhorar a pontuação do Brasil (pasme!), a Fitch sinaliza as condicionantes: reforma da Previdência, controles dos salários no setor público e mudança no cálculo de reajuste do salário mínimo.
Trocando em miúdos, o que os porta-vozes do mercado recomendam é o arrocho amplo, geral e irrestrito para o servidor público, camisa de força no salário mínimo e assalto ao caixa da Previdência Social.
A previsão da Fitch para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país, é 1,5% em 2019 e 2,5% em 2020, contra a estimativa anterior de 2,1% e 2,7%, respectivamente.
Em um país sério, os representantes dessas agências de risco aprenderiam que a porta de saída é a serventia da casa.








