A Justiça deferiu nesta segunda-feira (1º) o pedido de Recuperação Judicial solicitado pelo grupo Nova Canabrava, formado pelas empresas Portopar Bioenergia Participações S/A, Álcool Química Canabrava S/A, Canabrava Agrícola S/A e Canabrava Energética.
Por decisão do juiz da 3ª Vara Cível de Campos, Leonardo Cajueiro d’Azevedo, foi nomeado como administrador judicial a Price Waterhouse Coopers Corporate Finance & Recovery Ltda. (PwC-Brasil). Ela terá como função fiscalizar e reportar à Justiça a evolução financeira da empresa.
Em comunicado ao funcionários e colaboradores, na semana passada, o grupo explicou que pedido de Recuperação Judicial seria uma medida que vem para o bem. A indústria localizada em Campos dos Goytacazes-RJ, Norte Fluminense, é especializada na produção de etanol, sendo considerada a mais moderna do país neste segmento.
Lembrando que várias grandes empresas, inclusive usinas de álcool em Campos, estão sob esse regime. A empresa explicou que a Recuperação Judicial tem como objetivo permitir uma reestruturação financeira, de modo a permitir que a empresa pague todas as dívidas herdadas de gestões anteriores, e não apenas as que correm no âmbito da Justiça do Trabalho, que desde 2018 têm sido pagas, uma a uma.
Por meio de release, a Nova Canabrava destacou que continua funcionando normalmente, contando atualmente com 1.750 funcionários diretos e 2.500 indiretos, além de 1.500 fornecedores de cana – em sua maioria pequenos proprietários rurais de Campos e São Francisco de Itabapoana. Os salários continuam sendo pagos em dia, assim como todos os direitos trabalhistas e o pagamento dos fornecedores.
Na atual safra 2022-2023, iniciada oficialmente no dia 29 de abril, a usina tem previsão de produzir 72 milhões de litros de etanol e 44 megawatts/hora de energia elétrica a partir da queima do bagaço da cana-de-açúcar.








