Em resultado histórico para a esquerda, o ex-prefeito de Bogotá, Gustavo Petro, venceu as eleições presidenciais na Colômbia neste domingo (19). Ele disputou a eleição pela aliança Pacto Histórico.
Com esse giro à esquerda, o novo presidente enfrenta o desafio de pacificar um país que vive há décadas conflagrado e submetido à ação de grupos paramilitares de extrema-direita que foram impulsionados pelo estado colombiano para fazer frente a diferentes grupos de guerrilha de esquerda.
A eleição de Gustavo Petro tem uma dimensão gigantesca na medida em que a Colômbia também tem sido uma espécie de cabeça de ponte da chamada “guerra contra as drogas” comandada pelos EUA, processo esse que custou milhares de vidas de civis colombianos.
Um fato adicional é que a vice-presidente de Gustavo Petro é a advogada negra Francia Marquez que recebeu em 2018 o Prêmio Goldman — considerado o ‘Prêmio Nobel do meio ambiente- por sua luta contra a mineração ilegal no sudoeste da Colômbia, que começou quando ele estava no Conselho Comunitário do distrito de La Toma, de seu município natal.
Esta vitória no segundo turno consolida uma tendência anunciada na eleição de primeiro turno, realizada em 29 de maio, quando Pietro teve 40,32% dos votos contra 28,15% de Hernández.
A vitória do candidato de esquerda representa uma reviravolta no cenário eleitoral, já que as pesquisas de intenção de votos apresentavam, preliminarmente, a vitória de Hernández, a versão local do ex-presidente norte-americano Donald Trump.
As propostas de Petro estão centradas em uma forte mudança no sistema econômico, incluída a uma reforma agrária, renegociação dos tratados de livre comércio, investimentos em novas matrizes energéticas, legalização das drogas entre outras.








