A Venezuela anunciou que pretende utilizar recursos financeiros bloqueados no exterior para ajudar na recuperação do país após os terremotos de grande intensidade registrados no fim de junho.
A presidente encarregada, Delcy Rodríguez, informou nesta quinta-feira (9) que enviará uma solicitação ao rei Charles III, do Reino Unido, para liberar o ouro venezuelano mantido no Banco da Inglaterra.
Segundo Rodríguez, os valores pertencem ao povo venezuelano e deveriam ser utilizados para financiar medidas emergenciais, reconstrução de estruturas danificadas e atendimento às vítimas do desastre.
Durante um pronunciamento pela emissora estatal VTV, a dirigente afirmou que o país possui recursos retidos em instituições internacionais que poderiam contribuir para a recuperação após os tremores.
Além da solicitação ao monarca britânico, o governo venezuelano voltou a pedir o encerramento das sanções internacionais aplicadas contra o país e a liberação de fundos atualmente congelados no exterior.
Rodríguez também afirmou ter conversado com a diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, sobre a possibilidade de desbloqueio de recursos mantidos pela instituição.
De acordo com a presidente encarregada, a conversa teve como foco a necessidade de acesso a valores considerados importantes para auxiliar a Venezuela diante dos impactos provocados pelos terremotos.
Terremotos deixaram milhares de vítimas
A busca por recursos ocorre após dois terremotos atingirem a Venezuela em 24 de junho. Os tremores, registrados com magnitudes de 7,2 e 7,5, aconteceram com diferença de apenas 39 segundos e foram classificados como um raro fenômeno conhecido como “duplo sísmico”.
As autoridades venezuelanas afirmam que os eventos foram os mais intensos registrados no país em mais de um século. Os abalos e as réplicas causaram danos em prédios, estruturas públicas e serviços essenciais em diferentes regiões.
Segundo o balanço divulgado pelo governo, o desastre deixou 3.811 mortos, 16.740 feridos, 6.462 pessoas resgatadas e 17.907 moradores desalojados.
Com a dimensão dos prejuízos, a administração venezuelana busca alternativas para acessar recursos mantidos no exterior e acelerar ações de reconstrução, recuperação da infraestrutura e assistência às comunidades afetadas.
*Da Agência Fonte Exclusiva*








