O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quinta-feira (15) que o ex-major do Exército norte-americano Nidal Malik Hasan, de 56 anos, será executado por um pelotão de fuzilamento.
Condenado pelo massacre na base militar de Fort Hood, no Texas, ele tem a execução prevista para 3 de dezembro, sem transmissão televisiva.
Hasan foi condenado à morte em agosto de 2013 pelo ataque ocorrido em 5 de novembro de 2009, quando abriu fogo contra militares e outras pessoas presentes na instalação. Treze pessoas morreram, incluindo uma militar grávida, e outras 32 ficaram feridas.
Caso a execução seja realizada conforme anunciado, será a primeira aplicação da pena de morte pela Justiça Militar norte-americana desde 1961.
Trump critica atuação do FBI antes do massacre
Ao comentar a decisão, Trump chamou Hasan de traidor e criticou a atuação dos serviços de inteligência durante o governo do ex-presidente Barack Obama.
Segundo o republicano, o FBI havia interceptado mensagens trocadas entre Hasan e Anwar al-Awlaki, clérigo radical de origem iemenita-americana, antes do ataque.
As comunicações foram analisadas pelas autoridades, que não identificaram elementos suficientes para justificar uma intervenção. Trump classificou a avaliação como uma grave falha de inteligência.
O massacre provocou questionamentos sobre os mecanismos de segurança e prevenção de ameaças dentro das instalações militares dos Estados Unidos.
Execução não será transmitida pela televisão
Trump confirmou que a possibilidade de exibir publicamente a execução chegou a ser considerada, mas afirmou que o procedimento não será televisionado.
Familiares diretos das vítimas poderão acompanhar presencialmente o cumprimento da sentença, caso desejem, segundo o anúncio presidencial.
A decisão encerra, ao menos por enquanto, as discussões sobre uma eventual transmissão pública da execução.
Condenação ocorreu há 13 anos
Hasan foi considerado culpado em 2013 por 45 acusações relacionadas a homicídios e tentativas de homicídio premeditados.
O ex-major utiliza cadeira de rodas em consequência dos ferimentos sofridos durante o ataque de 2009.
A execução prevista para dezembro representa um marco histórico para a Justiça Militar dos Estados Unidos, que não realiza uma execução desde abril de 1961. O último fuzilamento militar norte-americano ocorreu em 1945, segundo as informações divulgadas.
O anúncio também reacende o debate sobre a pena capital e os métodos utilizados para o cumprimento de sentenças militares.
Até o momento, a previsão apresentada pelo governo é de que Hasan seja executado em 3 de dezembro, sem exibição pela televisão.
*Da Agência Fonte Exclusiva.








