A crise no Estreito de Ormuz voltou a se intensificar após relatos de disparos contra embarcações mercantes que tentavam atravessar a rota marítima estratégica. Segundo fontes de segurança marítima ouvidas pela Reuters, ao menos dois navios informaram ter sido alvejados durante a travessia no sábado (18).
O episódio elevou o alerta internacional, já que o estreito é considerado um dos principais corredores energéticos do mundo. Grande parte do petróleo exportado por produtores do Golfo passa pela região, tornando qualquer instabilidade local um fator imediato de pressão sobre combustíveis, fretes marítimos e mercados financeiros.
EUA monitoram situação
De acordo com reportagens internacionais, autoridades militares dos Estados Unidos acompanham de perto os relatos envolvendo os navios atingidos. O aumento da tensão ocorre em meio à disputa entre Washington e Irã sobre controle de rotas marítimas e sanções econômicas.
Nos últimos dias, o tráfego comercial pelo estreito já vinha desacelerando. Dados de navegação mostraram circulação próxima da paralisação, com número de embarcações muito abaixo da média histórica.
Irã anuncia retomada de controle rígido
Teerã afirmou que restabeleceu controle rigoroso sobre a passagem marítima, alegando repetidas violações e atos de “pirataria” cometidos pelos EUA sob pretexto de bloqueio naval. O governo iraniano sustenta que manterá vigilância reforçada até que navios ligados ao país possam circular livremente.
Nos dias anteriores, havia expectativa de flexibilização temporária durante uma trégua regional, mas a deterioração do ambiente político recolocou dúvidas sobre a normalização da rota.
Por que Ormuz preocupa o mundo
O Estreito de Ormuz conecta o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e ao Oceano Índico. A via é fundamental para exportações de petróleo e gás natural de países como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Iraque e Catar.
Quando há ameaça de fechamento ou ataques a navios, o mercado reage rapidamente. Nesta semana, o petróleo voltou a subir e seguradoras elevaram custos de cobertura para embarcações que transitam na área.
Impactos possíveis para o Brasil
Embora distante do conflito, o Brasil pode sentir reflexos indiretos. Alta internacional do barril tende a pressionar combustíveis, frete, inflação e custos logísticos. Setores dependentes de importações e cadeias globais de suprimentos também acompanham o cenário com atenção.
Especialistas avaliam que, se a crise se prolongar ou houver bloqueio total prolongado, os efeitos podem atingir crescimento econômico global e ampliar volatilidade cambial.
*Da Agência Fonte Exclusiva.








