O presidente da França, Emmanuel Macron, ordenou a abertura de investigações para apurar denúncias de espionagem em seu telefone por meio do programa Pegasus, software desenvolvido pela israelense NOS Group.
Segundo denúncias da mídia internacional, o sistema israelense foi utilizado para espionagem de chefes de Estado.
Em sua edição desta terça-feira (20), o jornal francês Le Monde informou que os números telefônicos do presidente francês, do primeiro-ministro Edouard Philippe e de mais 14 ministros do país poderiam estar em uma lista sob vigilância dos serviços secretos do Marrocos em 2019.
O país teria utilizado exercido espionagem com o sistema Pegasus. “Se os fatos forem comprovados, então são graves. Isso eu confirmo”, disse o premiê francês, Jean Castex.
ENTENDA O CASO
Uma investigação realizada por 17 veículos de comunicação, com apoio das ONGs Forbidden Stories e Anistia Internacional, o Software utilizado por diversos serviços secretos para vigiar atividades terroristas, foi empregado para espionar políticos, empresários, ativistas, jornalistas e opositores de todo o mundo.
Reportagem do Financial Times citando diferentes fontes também confirma a denúncia ao destacar que o sistema foi utilizado por governos de vários países para coletar dados de smartphones de diversas pessoas.
O programa era capaz de obter acesso até aos dados arquivados em nuvem, como fotos e mensagens, além do histórico completo de localização de uma pessoa.
A empresa que desenvolveu o sistema diz que só vendeu o software para governos responsáveis e com objetivo de evitar ataques terroristas e outros crimes.
Após a publicação das denúncias, o portal de notícias francês Midiapart abriu uma queixa por conta da vigilância em equipamento de dois jornalistas de sua equipe. Os profissionais, segundo o portal, foram espionados pelo serviço secreto marroquino.
A lista completa dos alvos do sistema de espionagem chega a 50 mil números de telefone. São 50 mil pessoas de mais de 50 países, entre os quais Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Índia, México e outros.








