A pressão diplomática por um Estado palestino atingiu um novo patamar, com 80% dos 193 países-membros da Organização das Nações Unidas (ONU) já reconhecendo a Palestina como uma nação soberana. O avanço ganhou força nos últimos meses, impulsionado por anúncios de potências europeias.
O movimento se intensificou às vésperas da 80ª Assembleia Geral da ONU, em Nova York, quando Reino Unido, Canadá, Austrália e Portugal formalizaram o reconhecimento. Nesta segunda-feira (22), o presidente francês, Emmanuel Macron, confirmou que a França também passará a reconhecer o Estado palestino, em um significativo golpe diplomático para Israel.
Reação de Israel
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, reagiu duramente, acusando essas nações de “recompensar o terrorismo” em referência aos ataques do Hamas em 7 de outubro de 2023. Ele foi enfático ao declarar que “não haverá Estado palestino a oeste do Jordão” e prometeu medidas de retaliação após o evento da ONU.
Avanço na Europa e Posição do Brasil
Ao longo de 2024, países como Espanha, Irlanda, Noruega e Eslovênia já haviam rompido anos de resistência e aderido ao reconhecimento. O Brasil, por sua vez, é um dos pioneiros na causa, tendo reconhecido o Estado da Palestina ainda em 2010, durante o segundo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Na ocasião, Lula afirmou que a medida refletia a convicção brasileira de que a solução de dois Estados é o melhor caminho para a paz na região.
Quem ainda não reconhece?
Apesar da tendência majoritária, um grupo influente de países continua a negar o reconhecimento. Entre os principais estão nações do G7 como Alemanha, Estados Unidos, Japão e Itália. Outros membros da OTAN, como Países Baixos, Dinamarca, Grécia e República Tcheca, além da Coreia do Sul do G20, também figuram na lista dos que resistem à medida, mantendo alinhamento próximo com a posição israelense.
Da Agência Fonte Exclusiva.








