Os protestos que eclodiram em algumas regiões de Cuba no último fim de semana foram organizados a partir de Miami, nos EUA, e financiados por grupos ligados ao governo norte-americano.
Os indícios apontam para uma ação coordenada pelo governo dos EUA para desestabilizar o ambiente interno no país caribenho, que sobrevive a um bloqueio econômico iniciado na década de 60, após a vitória da revolução liderada por Fidel Castro contra a ditadura de Fulgêncio Batista.
Falando em cadeia de rádio e TV nesta segunda-feira (12), o presidente cubano, Miguel Diaz-Canel, afirmou que os EUA estão adotando uma “política de asfixia” contra o seu país, com objetivo de promover as “erupções sociais”.
Ele acusou o governo do presidente Joe Biden de manter a intensificação de medidas coercitivas, que dificulta o país a comprar combustíveis e componentes necessários para manter o seu sistema de geração de energia. Isso tem comprometido a capacidade do país suprir a alta demanda no verão.
Cuba também enfrenta uma crise sanitária com aumento nos casos de covid-19. Portanto, a crise energética e sanitária agravadas pelas sanções seriam os principais motivadores dos protestos.
“Há mais de um ano e meio que não registramos apagões, exceto os que ocorreram por falhas nos sistemas de distribuição, agora que entramos em déficit de geração devido às avarias das usinas de geração”, destacou Díaz-Canel.
O governo cubano tem denunciado constantemente o bloqueio dos EUA, principalmente em tempos de pandemia, por dificultar o acesso do país a suprimentos médicos e equipamentos necessários para combater o novo coronavírus.
A mesma política de asfixia é adotada pelo governo norte-americano conta a República Islâmica do Irã e a Síria, no Oriente Médio. No território sírio, além das sanções, forças de ocupação dos EUA são acusadas de saquear petróleo e trigo, por meio de aliança milícias locais e terroristas do Estado Islâmico.
Com informações da HispanTV.








