O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, afirmou nesta quarta-feira que não vê “nenhuma diferença” entre o líder nazista Adolf Hitler (1889-1945), figura central do Holocausto, e o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, que logo respondeu, em uma escalada verbal diante da guerra em Gaza.
— Não há nenhuma diferença entre Netanyahu e Hitler — declarou Erdogan em uma cerimônia oficial em Ancara, observando que Netanyahu “é mais rico que Hitler” e “obtém todo o tipo de apoio dos países ocidentais e dos Estados Unidos”.
O presidente turco aumentou as críticas contra Israel ante a destruição causada em Gaza com uma ofensiva ordenada por Netanyahu contra o movimento fundamentalista palestino Hamas, em resposta ao ataque terrorista de 7 de outubro em território israelense.
Erdogan definiu Israel como um “Estado terrorista”, chamou Netanyahu de “açougueiro de Gaza” e considerou o Hamas, que governa esse território palestino, como um “grupo de libertação”.
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A resposta do primeiro-ministro israelense não tardou: “Erdogan, que comete genocídio contra os curdos e ostenta o recorde mundial de prisões de jornalistas que se opõem ao seu regime, é a última pessoa que pode nos dar lições de moral”, afirmou em uma nota.
Segundo ele, Israel “luta para eliminar a organização terrorista mais abominável e brutal do mundo”, culpada de “crimes contra a humanidade”, acrescentou.
Mais tarde, foi a vez do presidente de Israel, Isaac Herzog, se pronunciar. Em uma carta divulgada nas redes sociais, Herzog classificou a declaração como “profundamente ofensiva” para o povo judeu.
“Condeno veementemente e rejeito totalmente as palavras do presidente turco Erdogan. Em toda a história da humanidade, o Holocausto é único em seu horror e enormidade, e suas palavras são profundamente ofensivas a todos os judeus do mundo e à memória dos milhões de judeus que pereceram nas mãos dos nazistas”, escreveu. “Não há luta mais justa do que a guerra contra a organização terrorista Hamas, que assassinou brutal e barbaramente judeus, bem como muçulmanos e pessoas de outras religiões e nacionalidades.”
O ataque do Hamas no sul de Israel deixou cerca de 1.140 mortos, a maioria civis, de acordo com um balanço da AFP com base em dados israelenses. Em torno de 250 pessoas foram levadas como reféns.
Em Gaza, foram 21.100 mortes, majoritariamente mulheres e crianças, em bombardeios e operações terrestres israelenses, de acordo com o Ministério da Saúde do Hamas.
Com informações do Jornal O GLOBO.








