Mais de 100 mortos em menos de 4 meses: ‘um peso enorme’ para o governo português;
Da agência Sputnik News
O primeiro-ministro de Portugal, António Costa, aceitou o pedido de demissão da ministra da Administração Interna, Constança Urbano de Sousa. A saída dela foi motivada por duras críticas relacionadas aos incêndios de junho e de outubro, que já mataram, só neste último mês, 41 pessoas.
VÍDEO:
[vsw id=”kjI4ETR0JJU” source=”youtube” width=”630″ height=”344″ autoplay=”no”]
Canal VIU!: youtube.com/canalviu
De acordo com a própria ex-ministra, citada pelo Público, ela já tinha pedido “insistentemente” a António Costa que a libertasse das suas funções após os incêndios em Pedrógão, em junho.
O Ministério Público (MP) de Portugal abriu uma investigação para esclarecer “as causas e consequências do incêndio” que começou em junho no centro do país, quando morreram 64 pessoas e mais de 200 ficaram feridas. Fonte: Agência VIU!
Em carta de demissão, divulgada nesta quarta-feira (18) pelo jornal, a ex-ministra diz ter “considerado que estão esgotadas todas as condições para me manter em funções” e que o primeiro-ministro “tem de aceitar” o pedido “até para preservar a minha dignidade pessoal”.
MOTIVO DA DEMISSÃO
A demissão foi consumada horas depois de um discurso do presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, em que ele chegou a pôr em causa a continuação do governo após a última onda de incêndios. “A Assembleia da República que clarifique se quer manter o governo”, disse ele.
“O Presidente da República é, antes de mais, uma pessoa”, disse o presidente, sublinhando que “estes mais de 100 mortos não mais sairão do meu pensamento, como um peso enorme na minha consciência, tal como no meu mandato presidencial”.
“O presidente da República pode e deve dizer que esta é a última oportunidade para levarmos a sério a floresta e a convertermos em prioridade nacional”, destacou também. “Os governos passam e é crucial que a prioridade permaneça”,
Por todo o país, há numerosos protestos contra o governo, em particular contra o Ministério da Administração Interna (MAI).








