O Escritório Nacional de Processos Eleitorais do Peru confirmou oficialmente neste domingo (17) os candidatos classificados para o segundo turno das eleições presidenciais no Peru. A disputa será entre a conservadora Keiko Fujimori e o candidato de esquerda Roberto Sánchez Palomino.
A votação decisiva está marcada para o dia 7 de junho e ocorre após semanas de incerteza política, críticas ao sistema eleitoral e questionamentos sobre a apuração dos votos.
O anúncio oficial foi realizado em Lima pelo presidente do Jurado Nacional de Eleições, Roberto Burneo, durante cerimônia que contou com autoridades eleitorais, representantes políticos e observadores internacionais.
Segundo os dados divulgados pela ONPE, Keiko Fujimori recebeu 17,192% dos votos válidos no primeiro turno, enquanto Roberto Sánchez alcançou 12,039%.
O resultado oficial foi divulgado mais de um mês após as eleições gerais realizadas em 12 de abril, período marcado por atrasos na contagem e denúncias envolvendo falhas operacionais.
O processo eleitoral também gerou forte repercussão política no país. Narrativas de fraude e manipulação passaram a circular durante a demora na apuração, aumentando a tensão entre apoiadores dos candidatos.
O político Rafael López Aliaga chegou a pedir a suspensão da proclamação dos resultados após ser ultrapassado por Roberto Sánchez na reta final da contagem.
Além das disputas políticas, a ONPE enfrentou denúncias relacionadas ao desaparecimento de atas eleitorais e ao encontro de cédulas de votação em vias públicas, segundo informações publicadas pela imprensa peruana.
Problemas na logística de transporte do material eleitoral também afetaram o processo. Mais de 50 mil eleitores ficaram impossibilitados de votar no dia oficial da eleição, o que obrigou a reabertura de urnas no dia seguinte.
Em meio à crise, o então chefe da ONPE, Piero Corvetto, renunciou ao cargo no fim de abril. Ele reconheceu dificuldades operacionais na distribuição do material eleitoral.
Posteriormente, o Ministério Público peruano solicitou restrições para saída do país contra Corvetto, em investigação relacionada ao processo eleitoral.
O cenário aumenta a expectativa para o segundo turno, que deve ocorrer sob forte polarização política e atenção internacional.
*Da Agência Fonte Exclusiva








