Um projeto de geração de energia eólica em desenvolvimento na Paraíba chamou a atenção da imprensa chinesa pelo potencial de contribuir para a redução das emissões de gases de efeito estufa.
O empreendimento é desenvolvido pela CTG Brasil, subsidiária da China Three Gorges Corporation, e foi apresentado como parte da parceria entre Brasil e China na expansão das fontes renováveis de energia.
De acordo com reportagem exibida pela emissora chinesa CGTN na quinta-feira (11), o complexo poderá evitar a emissão de mais de 2 milhões de toneladas de dióxido de carbono por ano quando estiver em operação.
Segundo Carlos Nascimento, gerente sênior de Operações e Manutenção da CTG, o projeto combina investimentos de grande porte, tecnologia e cooperação entre os dois países.
Complexo terá 23 parques eólicos
O empreendimento recebeu, em setembro de 2025, financiamento de 1,4 bilhão de yuans do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), instituição conhecida como Banco do Brics. Os recursos foram disponibilizados em moedas locais.
A estrutura prevista contará com 23 parques eólicos espalhados por cinco municípios da Paraíba. A capacidade de geração projetada deverá ser suficiente para atender a um consumo equivalente ao de aproximadamente 720 mil residências.
A iniciativa amplia os investimentos em energia renovável no Nordeste, região considerada estratégica para a geração eólica devido às características favoráveis dos ventos.
Ventos da Caatinga favorecem geração
O projeto está localizado em uma área de Caatinga que apresenta condições consideradas favoráveis para a produção de eletricidade por meio dos ventos.
As velocidades médias elevadas e a relativa regularidade das correntes de ar contribuem para o funcionamento dos aerogeradores e podem favorecer uma geração mais constante de energia.
Além de ampliar a oferta de eletricidade produzida a partir de uma fonte renovável, o complexo tem como expectativa reduzir a necessidade de fontes com maior intensidade de carbono.
O empreendimento reforça, assim, o papel do Nordeste brasileiro na expansão da energia eólica e na atração de investimentos voltados à transição para uma matriz energética com menor emissão de gases de efeito estufa.
*Da Agência Fonte Exclusiva.








