Frente a frente, eurodeputada chama presidente francês de “pequeno Napoleão” por participar de bombardeio contra a Síria; (VÍDEO)
O presidente da França, Emmanuel Macron, foi duramente criticado no Parlamento Europeu nesta terça-feira (17), em virtude da participação do país na operação militar a Síria entre a noite de sexta-feira (13) e madrugada de sábado (14), a pretexto de combater um suposto uso de armas químicas na guerra do governo sírio contra grupos terroristas.
Alguns dos líderes de grupos parlamentares europeus lembraram ao presidente francês que a operação militar foi realizada sem um mandato das Nações Unidas, por decisão unilateral do governo, e sem esperar pelos resultados da missão de investigação da Organização para a Proibição das Armas Químicas, que chegou horas depois a Damasco.
“O ataque contra a Síria remeteu a União Europeia a uma posição irrelevante”, frisou a eurodeputada Marisa Matias, presidente da Delegação do Parlamento Europeu para as Relações com os países do Levante. CONFIRA VÍDEO:
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Fonte: Youtube
Macron apelou por uma reforma da UE contra o nacionalismo e o egotismo, que diz ameaçarem a coesão europeia. O antigo primeiro-ministro belga Guy Verhofstadt, presidente da Aliança dos Liberais e Democratas pela Europa (ALDE), recordou ao presidente francês que Paris bombardeou Damasco sem ouvir os parceiros europeus:
“Esta intervenção militar demonstra a nossa fraqueza, pois foi a França que atacou, foi o Reino Unido que lançou mísseis, não foi a União Europeia. Sessenta e cinco anos depois de o parlamento francês ter torpedeado o projeto da Comunidade Europeia de Defesa – o que alguns já esqueceram – a Europa continua sem um exército.”
Irritado com as críticas dos eurodeputados, Macron recorreu ao tipo de argumento usado na véspera pela primeira-ministra britânica Theresa May: os bombardeamentos foram realizados “para defender a honra da comunidade internacional.”
Macron foi constrangido quando a eurodeputada Marisa Matias o definiu como “um pequeno Napoleão” e afirmou que se o objetivo da França é alcançar a paz, “que procure parar com a venda de armas”.
*Agência VIU! com Euronews








