O espaço aéreo entre Islamabad e Lahore, próximo à conturbada região da Caxemira, será interditado de 28 a 30 de abril devido a exercícios militares paquistaneses.
A medida reacendeu tensões com a Índia, que já alertou para “provocações” na área disputada pelos dois países.
As relações entre Índia e Paquistão são marcadas por décadas de hostilidades, com quatro guerras já registradas (1947, 1965, 1971 e 1999), três delas diretamente relacionadas à disputa pelo território da Caxemira.
O último grande confronto ocorreu em fevereiro de 2019, quando um ataque suicida na Caxemira Indiana – reivindicado por um grupo baseado em solo paquistanês – levou a uma troca de ataques aéreos entre os dois países, quase desencadeando uma guerra em larga escala.
Tensões recentes atingem novo patamar
A crise atual atingiu seu ápice nesta semana após um violento ataque armado na Caxemira resultar em pelo menos 26 mortes. Em resposta, o governo indiano tomou a drástica decisão de revogar o Tratado das Águas do Indo, acordo bilateral firmado em 1960 que garante ao Paquistão o acesso a 80% das águas do rio Indo, vital para seu abastecimento hídrico, agricultura e geração de energia.
A reação paquistanesa foi imediata e contundente. O país não apenas determinou o fechamento de seu espaço aéreo para todas as companhias aéreas indianas, como também cancelou todos os vistos previamente concedidos a cidadãos indianos – com exceção feita apenas aos peregrinos sikhs.
Além disso, anunciou a suspensão total das relações comerciais com a Índia e estabeleceu um prazo de 48 horas para que todos os cidadãos indianos deixem território paquistanês.
O governo indiano mantém sua posição de que o Paquistão fornece apoio logístico e financeiro a grupos extremistas que atuam na Caxemira. Já Islamabad classifica as recentes ações de Nova Délhi como “provocações deliberadas” que ameaçam a estabilidade regional.
Com ambos os países mantendo suas forças armadas em alerta máximo e sem sinais de abertura ao diálogo, analistas internacionais expressam crescente preocupação com a possibilidade de uma nova escalada militar. O fato de ambas as nações possuírem arsenais nucleares torna a situação particularmente alarmante, com potenciais consequências catastróficas para toda a região do Sul da Ásia.
Da Agência Fonte Exclusiva, com informações da RT Brasil.








