Um grande fluxo de palestinos deixa a Cidade de Gaza após o Exército de Israel confirmar o início das operações terrestres iniciais de uma ofensiva planejada. A movimentação das tropas, acompanhada por intensos bombardeios, ocorre apesar da forte condenação da comunidade internacional.
Um porta-voz militar israelense afirmou que o objetivo das operações em bairros como Zeitoun e Jabalia é “aprofundar os danos à infraestrutura terrorista” do Hamas, acima e abaixo do solo. A aprovação formal do plano de ofensiva pelo gabinete de segurança israelense é esperada para os próximos dias.
A expectativa é que centenas de milhares de civis recebam ordens para evacuar em direção ao sul de Gaza, agravando uma crise humanitária já crítica para os 2,1 milhões de habitantes do território. O Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) alertou que novos deslocamentos “correm o risco de agravar uma situação já catastrófica”.
O secretário-geral da ONU, António Guterres, renovou os apelos por um cessar-fogo imediato para evitar uma “morte e destruição” ainda maiores. Líderes mundiais, como o presidente francês Emmanuel Macron, advertiram que a ofensiva israelense “só pode levar ao desastre”.
O avanço militar ocorre após o fracasso das negociações indiretas mediadas por Egito e Qatar. O Hamas afirmou ter aceito uma nova proposta de trégua de 60 dias, mas Israel insiste em um acordo abrangente que garanta a libertação de todos os reféns, dos quais se acredita que 20 ainda estejam vivos em Gaza.
As famílias dos reféns e organizações humanitárias temem que uma ofensiva terrestre em larga escala coloque em risco a vida dos cativos restantes. O conflito, iniciado após os ataques de 7 de outubro de 2023, já resultou na morte de mais de 62 mil palestinos, segundo o Ministério da Saúde de Gaza.
Da Agência Fonte Exclusiva.








