O número de mortos após os fortes terremotos que atingiram a Venezuela subiu para 1.430, segundo balanço divulgado neste sábado. A tragédia já é considerada uma das mais graves da história recente do país e mantém equipes de resgate em alerta diante do grande número de desaparecidos e de pessoas ainda presas sob escombros.
Na tarde de sexta-feira, um novo terremoto, de magnitude 4,9, atingiu a costa norte venezuelana. O tremor foi sentido na capital Caracas e também em Maracay, cidade vizinha. Apesar de ter magnitude menor que os abalos principais, o novo evento aumentou o pânico entre moradores que já estavam nas ruas, muitos com medo de voltar para prédios danificados.
Os dois terremotos mais fortes, registrados dias antes, tiveram magnitudes próximas de 7,2 e 7,5. Eles provocaram desabamentos, rachaduras em edifícios, bloqueios em vias, interrupção de serviços e danos em áreas urbanas densamente povoadas. A região de La Guaira, próxima a Caracas, está entre as mais atingidas.
Moradores relatam cenário de destruição, com famílias dormindo ao relento, falta de água, dificuldades de comunicação e demora na chegada de equipamentos pesados para retirada de vítimas. Em algumas áreas, voluntários começaram buscas por conta própria, usando pás, lanternas e ferramentas improvisadas.
As autoridades venezuelanas informaram que equipes de resgate, bombeiros, militares e profissionais de saúde seguem mobilizados. Hospitais da região norte do país operam sob forte pressão, com grande número de feridos e pacientes chegando de áreas atingidas.
A dimensão da tragédia também provoca preocupação internacional. Países vizinhos e organismos humanitários monitoram a situação e avaliam o envio de ajuda emergencial, incluindo equipes de busca, medicamentos, alimentos, água potável e abrigos temporários.
Especialistas alertam que novos tremores secundários ainda podem ocorrer nos próximos dias. Por isso, a recomendação é que moradores evitem retornar a imóveis com rachaduras, estruturas comprometidas ou risco de colapso.
A crise ocorre em meio a um cenário já delicado na Venezuela, marcado por dificuldades econômicas, limitações no sistema de saúde e fragilidade na infraestrutura pública. O desastre amplia a pressão sobre o governo e aumenta o risco de deslocamento de famílias para outras regiões do país e até para nações vizinhas.
Com milhares de pessoas desabrigadas e cidades inteiras em situação de emergência, a prioridade das autoridades é localizar sobreviventes, atender feridos e garantir assistência básica às famílias afetadas.
O balanço de vítimas ainda pode mudar, já que equipes continuam acessando áreas destruídas e buscando pessoas desaparecidas.
*Da Agência Fonte Exclusiva








