Autoridades iranianas confirmaram neste domingo (1º) a morte do aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã, após ataques militares realizados contra Teerã. Segundo informações divulgadas pelo jornal norte-americano The New York Times, a ofensiva teria sido resultado de meses de planejamento conjunto entre a Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos (CIA) e Israel.
De acordo com fontes ouvidas pelo veículo, serviços de inteligência norte-americanos vinham monitorando os deslocamentos e padrões de segurança de Khamenei ao longo dos últimos meses, reunindo dados que permitiram identificar oportunidades estratégicas para a operação.
Inteligência e ajuste do ataque
A informação decisiva teria surgido pouco antes da ofensiva, quando a CIA identificou a realização de uma reunião de alto nível envolvendo autoridades militares e políticas iranianas em um complexo governamental no centro de Teerã na manhã de sábado (28).
A confirmação da presença do líder supremo no local levou Estados Unidos e Israel a alterar o horário originalmente previsto para o ataque, antecipando a ação militar.
Segundo a reportagem, caças israelenses decolaram por volta das 6h, no horário local de Israel, equipados com armamentos de precisão e longo alcance. Aproximadamente duas horas depois, mísseis atingiram o complexo que abrigava escritórios ligados à presidência iraniana, ao gabinete do líder supremo e ao Conselho de Segurança Nacional.
Entre os participantes da reunião estavam altos comandantes militares e autoridades estratégicas do governo iraniano, incluindo integrantes da Guarda Revolucionária Islâmica e do Ministério da Defesa.
Fontes israelenses afirmaram ao jornal que a operação obteve “surpresa tática”, apesar dos preparativos militares iranianos diante do risco crescente de conflito.
Negociações diplomáticas antes do ataque
O episódio ocorreu poucos dias após tentativas diplomáticas de reduzir as tensões. Enviados do governo norte-americano participaram de negociações com representantes iranianos em Genebra, mediadas por Omã.
As conversas não avançaram. Washington exigia o desmantelamento de instalações nucleares consideradas estratégicas, além da entrega do estoque de urânio enriquecido. O Irã indicou disposição para concessões limitadas, mas rejeitou interromper totalmente seu programa nuclear, defendido como pacífico.
Reações internacionais
A operação militar recebeu críticas de diversos países. O representante permanente da Rússia na Organização das Nações Unidas classificou a ação como uma ruptura do caminho diplomático, aumentando o risco de instabilidade global.
O governo iraniano afirmou que o ataque representa uma agressão direta à soberania nacional e prometeu respostas militares. Autoridades do país também divulgaram números preliminares indicando vítimas entre forças americanas em confrontos posteriores, informação ainda não confirmada por fontes independentes.
Sucessão política no Irã
A morte de Khamenei abre um período delicado para o sistema político iraniano. O país já enfrentava incertezas sucessórias após a morte do presidente Ebrahim Raisi em 2024, considerado um dos principais nomes cotados para assumir a liderança suprema.
Como medida emergencial, o Irã anunciou a formação de um conselho temporário de liderança composto pelo presidente Masoud Pezeshkian, pelo chefe do Judiciário Gholamhossein Mohseni Ejei e pelo aiatolá Ali-Reza Arafi, integrante do Conselho dos Guardiães.
Analistas internacionais avaliam que o novo cenário político, somado à escalada militar em curso, pode redefinir o equilíbrio de poder no Oriente Médio e prolongar o período de instabilidade regional.
*Da Agência: Fonte Exclusiva








