O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, defendeu nesta sexta-feira o ataque com mísseis lançado pelo país contra Israel e o atentado terrorista de 7 de outubro, conduzido pelo Hamas. Em um raro discurso público, durante uma cerimônia em memória de Hassan Nasrallah, líder do Hezbollah morto em um bombardeio israelense no Líbano, Khamenei prometeu que os aliados de Teerã na região vão continuar lutando contra as forças do Estado judeu.
— As nações muçulmanas têm um inimigo comum. Elas devem se unir para se defender contra esse inimigo, do Afeganistão ao Iêmen, e do Irã a Gaza e Líbano. Todos os países têm o direito de se defender contra agressores — disse Khamenei em um pronunciamento enquanto conduzia orações nesta sexta-feira. — [O ataque do Irã contra Israel é] a punição mínima [contra seus] crimes espantosos.
O líder religioso e político iraniano não era visto em público a dias. Após a ação israelense que matou Nasrallah no Líbano, o aiatolá foi levado a um abrigo em localização indeterminada, informaram fontes internacionais. A aparição pública para conduzir as orações de sexta-feira são um raro momento — a última vez que ele havia liderado as preces foi em 2020, após o assassinato do general Qassem Soleimani, em um bombardeio americano.
O discurso de Khamenei acontece em um momento em que Teerã é tomado por expectativa diante da promessa de represália israelense após ser alvo de cerca de 200 mísseis iranianos no começo da semana. O ataque, segundo a Guarda Revolucionária iraniana, foi uma resposta calculada à morte do líder do Hamas, Ismail Haniyeh, assassinado na capital do país em uma ação atribuída a Israel, e às execuções de Nasrallah e de um comandante iraniano.
— Não adiaremos nem apressaremos nossa resposta a Israel — disse Khamenei. — Israel afirma ser vitorioso, perpetuando assassinatos e matando civis.
Embora estivesse falando a uma multidão de milhares de iranianos, cuja língua oficial é o farsi, o líder iraniano direcionou mensagens em árabe. Ele convocou os grupos integrantes do “Eixo da Resistência” a não recuarem diante da pressão militar israelense, e tentou elevar a moral de seus aliados na linha de frente.
Da Agência Fonte Exclusiva, com informações do Jornal O GLOBO








