Ao menos 15 soldados israelenses morreram desde terça-feira na Faixa de Gaza, informaram as Forças de Israel nesta quarta-feira. A maior parte desses militares eram de infantaria e participaram da operação por terra que o Estado judeu faz no enclave palestino desde sexta-feira.
O Hamas afirma que seus combatentes emboscaram alguns soldados israelenses em um prédio na cidade de Beit Hanoun, no Nordeste da Faixa de Gaza. Essa versão, porém, não pôde ser confirmada de forma independente.
Tzachi Hanegbi, conselheiro de segurança nacional de Israel afirmou à imprensa em Tel Aviv que a campanha militar em Gaza “é difícil” e “requer combate:
. — Não há combate sem um preço doloroso — afirmou.
O Exército de Israel afirma ter atingido mais de 11 mil alvos na Faixa de Gaza desde 7 de outubro, quando iniciou uma operação militar na Faixa de Gaza em resposta aos ataques do Hamas em território israelense que mataram pelo menos 1.400 pessoas. O grupo terrorista sequestrou cerca de 230 pessoas, que estão mantidas em Gaza. Apenas quatro reféns foram libertados desde 7 de outubro.
Na terça-feira, as forças israelenses tomaram o que afirmaram ser um reduto militar do Hamas no oeste de Jabaliya, uma área residencial densamente povoada ao norte da Cidade de Gaza , alegando terem matado mais de 50 integrantes do grupo terrorista. Não houve comentários imediatos do Hamas.
Em meio a combates e bombardeios, forças israelenses tomaram o centro de comando do Hamas no campo de refugiados de Jabaliya em um ataque que deixou ao menos 50 mortos. Israel disse que eram terroristas, mas o Crescente Vermelho Palestino disse que corpos de ao menos 25 civis foram recuperados no campo.
Segundo os militares de Israel, dois comandantes do Hamas que tomaram parte nos ataques do dia 7 morreram: Nasim Abu Ajina, em um ataque aéreo ao centro de comando do Batalhão Beit Lahia, no norte de Gaza; e Ibrahim Biari, em Jabaliya. O Ministério da Saúde de Gaza, controlado pelo Hamas, disse que 8.525 mil pessoas do lado palestino já morreram nos bombardeios israelenses desde o início da guerra.
Autoridades israelenses disseram que o objetivo da operação militar é desmantelar o Hamas, embora não esteja claro o que aconteceria se tivessem sucesso. Oficiais alertaram o público israelense para esperar uma campanha longa e sangrenta contra o grupo armado palestino.
Com informações do Jornal O GLOBO e AFP.








