Dois mil soldados norte-americanos iniciam encerramento da ocupação no território sírio, mas contingente de 5.200 soldados será mantido no Iraque; Leia mais:
Os Estados Unidos iniciaram a retirada de suas tropas da Síria, informou a Casa Branca em um comunicado, acrescentando, no entanto, que a medida não significa o fim da campanha militar no país devastado pela guerra, mas marca uma “nova fase” na luta contra o grupo terrorista Estado Islâmico (ISIS).
“Essas vitórias sobre o ISIS na Síria não sinalizam o fim da Coalizão Global ou de sua campanha. Nós começamos a retornar as tropas dos Estados Unidos para casa, enquanto passamos para a próxima fase desta campanha ”, disse Sarah Sanders, porta-voz da Casa Branca.
Sandrers também ecoou em parte um tweet postado anteriormente pelo presidente Donald Trump, que também disse que os terroristas do ISIS foram derrotados, afirmando que o grupo era “a única razão para [as tropas dos EUA] estarem lá [na Síria]”.
Segundo alguns relatos, a retirada pode afetar principalmente as tropas dos EUA no terreno trabalhando em conjunto com uma aliança de milícias árabes e curdas, conhecidas como as Forças Democráticas da Síria (SDF).
Os EUA têm um total de 2.000 militares envolvidos no treinamento das milícias na Síria. As notícias chegam quando os SDF estão supostamente prestes a retomar uma das últimas grandes fortalezas do grupo terrorista – a cidade de Hajin, localizada a leste do rio Eufrates.
TEMPO PARA DESMOBILIZAR A TROPA
Espera-se que a retirada das tropas norte-americanas leve entre 60 e 100 dias, de acordo com relatórios citando autoridades dos EUA. Relatórios adicionais sugeriram que todo o pessoal do Departamento de Estado dos EUA também seria evacuado da Síria dentro de 24 horas.
No entanto, mesmo após a retirada, os EUA ainda manterão uma presença considerável no vizinho Iraque, com cerca de 5.200 soldados estacionados do outro lado da fronteira síria. As aeronaves da coalizão liderada pelos EUA – a principal ferramenta de Washington e seus aliados no conflito sírio – também poderão continuar seus ataques aéreos saindo do Qatar e de outras bases no Oriente Médio.
RUÍDO COM O GOVERNO DA TURQUIA
A decisão de Washington também é anunciada dias depois que o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, pedir aos EUA que retirassem seus aliados curdos da cidade de Manbij, localizada a oeste do Eufrates, no nordeste da Síria.
Ancara considera os paramilitares curdos sírios como uma extensão da guerrilha anti-governo baseada na Turquia e classifica a milícia curda síria YPG como terrorista. Erdogan ameaçou ordenar que suas tropas invadissem a cidade se os EUA não cumprissem o cronograma. Na semana passada, ele anunciou planos para lançar uma operação militar nas áreas curdas “em poucos dias”.
No início de dezembro, o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, general Joseph Dunford, queixou-se de que os EUA não tinham combatentes locais treinados para “fornecer estabilidade” à Síria.
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