Com menos de 100 dias de governo, a equipe do presidente Jair Bolsonaro está resolvendo um grande problema para a Boeing.
Por meio de um controvertido processo de fusão, o governo está permitindo que a empresa de aviação norte-americana ganhe de presente a Embraer, concorrente brasileira com tecnologia de ponta, mercado em expansão e rentabilidade.
A União, por possuir ações na categoria “golden share”, poderia vetar a fusão envolta em interesses bilionários e inconfessáveis, mas, sob a orientação do ministro da Economia Paulo Guedes, está criando todas as condições para consolidar o negócio.
Enquanto isso, a concorrente norte-americana continua enfrentando seríssimos problemas no mercado, principalmente com sucessivos acidentes envolvendo aeronaves executivas que disputam o mesmo nicho da Embraer.
TRAGÉDIA NA ETIÓPIA
Meses depois de um acidente mortal na Indonésia envolvendo um Boeing 737 MAX 8, uma aeronave do mesmo modelo caiu neste domingo (10) a caminho de Nairóbi, no Quênia, carregando 149 passageiros e oito tripulantes.
O acidente se deu minutos após a decolagem.
Crowds gather around the site of the Ethiopian Airlines crash. None of the 157 passengers survived, said the airline's CEO https://t.co/bSmH4beZUd (🎬: Reuters) pic.twitter.com/JSBxoQNq0B
— CNA (@ChannelNewsAsia) March 10, 2019
Fonte: Twitter
Operado pela Ethiopian Airlines, o Boeing 737 MAX 8 estava em um voo de rotina de Addis Ababa, na Etiópia, para a capital queniana. A companhia aérea confirmou que não havia sobreviventes.
A Ethiopian Airlines informou que passageiros de 33 diferentes países estavam entre os mortos. Três tripulantes viajavam com passaportes da ONU e suas nações de origem ainda não foram identificadas.
A aeronave da Boeing era supostamente nova e havia sido entregue à companhia aérea há apenas quatro meses.
A empresa informou em comunicado que está “profundamente entristecida” com o trágico acidente e que fornecerá assistência técnica para descobrir por que a aeronave caiu.
https://www.facebook.com/EthiopianAirlines/photos/a.243847315699986/2204408462977185/?type=3&theater
ACIDENTE NA INDONÉSIA
Em outubro do ano passado, um Boeing 737 MAX 8 operado pela Lion Air caiu minutos depois de decolar de Jacarta, na Indonésia, matando todos os 189 passageiros e tripulantes.
Após o acidente, a Administração Federal de Aviação (FAA) anunciou que analisaria as análises de segurança anteriores da Boeing.
Apesar de suas falhas, o 737 MAX continua a ser uma escolha popular para as companhias aéreas. Estima-se que 200 aviões da Boeing transportem passageiros em todo o mundo e correm o risco de sofrer avarias mortais semelhantes, disse Elmar Giemulla, um dos principais especialistas em direito aéreo e de tráfego da Alemanha, em novembro.








