Os militares israelenses têm “alta preparação no ataque e na defesa em todos os setores”, de acordo com um comunicado das Forças de Defesa de Israel (FDI) divulgado pouco depois de terem realizado um grande ataque aéreo em Beirute contra o líder do Hezbollah, Hassan Nasrallah.
“O chefe do Estado-Maior das FDI, tenente-general Herzi Halevi, concluiu agora uma avaliação situacional com o Fórum do Estado-Maior após o ataque ao quartel-general do Hezbollah e enfatizou a alta preparação das FDI em ataque e defesa em todos os setores”, disseram os militares.
Intensos ataques aéreos israelenses tiveram como alvo o grupo militante no Líbano. Segunda-feira (23) foi o dia mais mortal para o país em duas décadas, quando as bombas israelenses mataram mais de 500 pessoas, incluindo mulheres e crianças, e feriram mais de 1.800 outras.
Israel concentrou a maior parte da sua ofensiva no sul do Líbano, onde o Hezbollah é mais forte, mas também realizou dois ataques aéreos na planície de Harbata, no distrito de Baalbek, na parte norte do Líbano.
Ataque teve como alvo chefe do Hezbollah
Uma autoridade de Israel afirmou à CNN que o alvo de um ataque ao quartel-general do Hezbollah em Beirute nesta sexta-feira (27) foi o chefe do grupo libanês, Hassan Nasrallah.
Uma fonte próxima ao grupo libanês afirmou à agência de notícias Reuters que Nasrallah está vivo.
Quem é Hassan Nasrallah?
Nassan Nasrallah nasceu em 31 de agosto de 1960 em Beirute, no Líbano, e é o mais velho de nove filhos. O pai dele, Abd al-Karim, trabalhava como vendedor.
Casado com Fatima Yassin, é pai de Muhammad Hadi (falecido em 1997), Muhammad Jawad, Zeinab, Muhammad Ali e Muhammad Mahdi.
Nasrallah estudou em seminários islâmicos no Irã e Iraque. Ele usa um turbante preto para significar que é descendente do profeta Maomé.
Entenda o conflito entre Israel e Hezbollah
Israel tem lançado uma série de ataques aéreos em regiões do Líbano nos últimos dias. Na segunda-feira (23), o país teve o dia mais mortal desde a guerra de 2006, com mais de 500 vítimas fatais.
Segundo os militares israelenses, os alvos são integrantes e infraestrutura bélica do Hezbollah, uma das forças paramilitares mais poderosas do Oriente Médio e que é apoiada pelo Irã.
A ofensiva atingiu diversos pontos no Líbano, incluindo a capital do país, Beirute. Milhares de pessoas buscaram refúgio em abrigos e deixaram cidades do sul do país.
Além disso, uma incursão terrestre não foi descartada.
O Hezbollah e Israel começaram a trocar ataques após o início da guerra na Faixa de Gaza. O grupo libanês é aliado do Hamas, que invadiu o território israelense em 7 de outubro de 2023, matando centenas de pessoas e capturando reféns.
Devido aos bombardeios, milhares de moradores do norte de Israel, onde fica a fronteira com o Líbano, tiveram que ser deslocados. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu prometeu diversas vezes fazer com que esses cidadãos retornem para suas casas.
No dia 17 de setembro, Israel adicionou o retorno desses moradores como um objetivo oficial de guerra.
Um adolescente brasileiro de 15 anos morreu após um ataque aéreo israelense. O Itamaraty condenou a situação e pediu o fim das hostilidades. O governo brasileiro também avalia uma possível missão de resgate.
Da Agência Fonte Exclusiva, com informações da Reuters e CNN








