Desde antes da invasão russa à Ucrânia, já se falava muito do papel da Otan, a Organização do Tratado do Atlântico Norte, no conflito.
Isso porque um dos principais panos de fundo da guerra são os temores da Rússia com o avanço da Otan no leste da Europa.
Desde o fim da União Soviética (URSS), em 1991, a aliança militar encabeçada por Estados Unidos e Europa incorporou 13 países da região (leste europeu) aos seus membros, entre eles as ex-repúblicas soviéticas Estônia, Lituânia e Letônia.
O avanço a Otan para o leste representa uma ameaça para a segurança da Rússia, tendo em vista que a organização não é um bloco econômico, mas uma aliança militar que desde a queda do Muro de Berlim e a dissolução da União Soviética se notabilizou por intervenções em vários países.
Situação atual da Ucrânia
A Ucrânia é atualmente um “país-associado” à Otan, o que significa que pode se unir à organização no futuro.
Para o governo russo, a inclusão de seus vizinhos na aliança é uma tentativa dos americanos e das potências europeias de cercar seu território, o que configuraria uma ameaça à Rússia.
“Para os EUA e seus aliados, é a chamada política de detenção da Rússia, com óbvios dividendos políticos. E para nosso país, é uma questão de vida ou morte, é uma questão do nosso futuro histórico como povo. Não é exagero. É uma ameaça real não só aos nossos interesses, mas à própria existência do nosso Estado e sua soberania”, disse Putin ao anunciar a invasão da Ucrânia em 24/02.
Com informações da redação do Portal VIU! e BBC Brasil.








