A União Europeia deu início a uma grande mudança no controle de fronteiras. A partir deste domingo (12), cidadãos de fora do bloco que viajarem para qualquer um dos 29 países do espaço Schengen terão seus rostos e impressões digitais registrados pelo novo Sistema de Entrada/Saída (EES).
O objetivo é substituir gradualmente os tradicionais carimbos de passaporte por registros digitais, que vão armazenar informações como dados biométricos, datas de entrada e saída. Segundo a Comissão Europeia, a mudança deve tornar o processo mais ágil e reforçar a segurança contra imigração irregular.
O espaço Schengen inclui 25 países da União Europeia, além de Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein. Irlanda e Chipre continuam adotando procedimentos manuais, enquanto o Reino Unido não faz parte do acordo.
A implementação será gradual e está prevista para ser concluída até 10 de abril de 2026. Nesse período, viajantes poderão enfrentar filas maiores, já que o registro inicial deve levar alguns minutos para ser concluído.
O sistema é gratuito e se aplica a estadias curtas, de até 90 dias dentro de um período de 180 dias. Para facilitar a passagem, alguns países já oferecem totens de autoatendimento e aplicativos móveis.
Além do registro biométrico, os visitantes deverão responder às perguntas do código de fronteira Schengen. Essas informações ficam armazenadas por três anos, o que elimina a necessidade de novo registro em viagens seguintes durante esse período.
Apesar do alerta para possíveis atrasos iniciais, autoridades europeias destacam que o sistema trará benefícios a longo prazo, tornando os controles mais eficientes e seguros para milhões de turistas que visitam o continente todos os anos.
*Da Agência Fonte Exclusiva.








