Os Estados Unidos enviaram um recado direto a nações que estudam reconhecer oficialmente a Palestina como Estado. Em visita ao Equador nesta quinta-feira (4), o secretário de Estado americano, Marco Rubio, afirmou que tal decisão “não é real” e apenas traria dificuldades políticas e diplomáticas.
“Dissemos a todos esses países que, se fizerem esse reconhecimento, é tudo falso, nem é real. Se fizerem, vão criar problemas”, declarou Rubio, após encontro com o presidente equatoriano, Daniel Noboa.
Segundo ele, o movimento poderia inclusive atrapalhar negociações por um cessar-fogo no conflito no Oriente Médio.
Pressão diplomática em meio à Assembleia da ONU
A fala de Rubio ocorre dias depois de a Bélgica anunciar que vai reconhecer a Palestina durante a Assembleia Geral da ONU, prevista para o fim de setembro. A iniciativa deve ser acompanhada por Austrália, Reino Unido, Canadá e França — todos aliados históricos de Washington.
Atualmente, 147 dos 193 países-membros da ONU já reconhecem oficialmente o Estado palestino, incluindo o Brasil.
Contexto internacional
Os reconhecimentos têm sido vistos como resposta política à ocupação israelense e à expansão de assentamentos nos territórios palestinos. França e Arábia Saudita lideram esforços diplomáticos para ampliar esse apoio global.
Israel, por sua vez, afirma que o reconhecimento internacional da Palestina significaria “recompensar o terrorismo e o Hamas”. O presidente americano Donald Trump também endossou essa posição, alinhando-se ao governo israelense.
Da Agência Fonte Exclusiva.








