tensão entre Estados Unidos e Irã ganhou novos contornos neste domingo (5), após o presidente Donald Trump estabelecer publicamente um prazo para que o governo iraniano atenda às exigências americanas.
A declaração foi feita por meio da plataforma Truth Social, onde o líder indicou o horário exato para o fim do ultimato.
Sem apresentar detalhes adicionais na publicação, Trump reforçou o posicionamento em entrevista ao The Wall Street Journal, adotando um tom mais incisivo.
Ele afirmou que, caso o Irã não reabra o Estreito de Ormuz até a noite de terça-feira (7), poderá autorizar ações militares contra estruturas essenciais do país, incluindo usinas de energia e pontes.
O presidente destacou que os Estados Unidos estariam em vantagem estratégica e advertiu sobre os impactos de uma possível ofensiva. Segundo ele, a reconstrução iraniana poderia levar décadas, caso ataques dessa magnitude sejam realizados.
Retórica mais agressiva
As declarações recentes fazem parte de uma sequência de mensagens em que Trump eleva o tom contra Teerã. Em outra publicação, ele sugeriu um ataque iminente ao mencionar que a terça-feira poderia marcar ações diretas contra a infraestrutura iraniana, ampliando o clima de incerteza internacional.
No sábado (4), o republicano já havia sinalizado medidas severas ao afirmar que poderia provocar consequências extremas caso o prazo não fosse respeitado.
Disputa pelo controle da rota marítima
O centro da crise é o Estreito de Ormuz, considerado um dos principais corredores para o transporte global de petróleo. Após confrontos envolvendo Estados Unidos e Israel, o Irã passou a restringir o tráfego na região, impactando diretamente o mercado internacional de energia.
O Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica declarou que embarcações americanas e de países aliados estão impedidas de atravessar o local.
Em resposta, Trump sugeriu a criação de uma força internacional para escoltar navios, proposta que não teve adesão significativa, inclusive entre integrantes da OTAN.
Já o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou que o tráfego não foi totalmente interrompido, sendo permitido para países considerados aliados, como China, Rússia, Índia, Iraque e Paquistão.
A escalada de declarações e medidas reforça o cenário de instabilidade no Oriente Médio, com potenciais reflexos na economia global, especialmente no setor energético.
*Da Agência Fonte Exclusiva








