A Organização das Nações Unidas (ONU) e a União Europeia alertaram sobre o uso excessivo da força policial da Colômbia para conter os protestos contra o governo do presidente Iván Duque.
Os protestos foram originalmente convocados em oposição à reforma tributária (já retirada de pauta) que provocaria aumento de impostos.
As manifestações evoluíram para grandes concentrações contra o aumento da pobreza no país, que é o maior aliado da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) na América do Sul.
A violência tem sido registrada com maior intensidade na cidade de Cali.
“Estamos profundamente alarmados com os acontecimentos ocorridos na cidade de Cali […] ontem (03) à noite, quando a polícia abriu fogo contra os manifestantes que protestavam contra a reforma tributária, matando e ferindo várias pessoas, segundo as informações recebidas”, afirmou por meio de comunicado, Marta Hurtado, porta-voz do Escritório do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos.
OUTRO LADO
A Polícia Nacional prometeu apurar denúncias de brutalidade das forças de segurança, relatadas por manifestantes e grupos dos direitos humanos.
Já o ministro da Defesa, Diego Molano, responsabilizou supostos grupos armados ilegais que estariam infiltrados nos protestos para provocar violência.
A cidade de Cali, localizada no sudoeste do país, é considerada o epicentro das manifestações. Na cidade já foram confirmadas 11 mortes entre as 19 supostamente ocorridas em protestos.
ENTENDA A REFORMA
A proposta de reforma tributária do governo colombiano pretendia ampliar a tributação sobre a renda e o consumo. Após a eclosão dos protestos, o ministro da Fazenda Alberto Carrasquilla renunciou e o governo não deu sequência ao projeto.
Agora o presidente Ivan Duque afirmou que o governo vai preparar outra proposta de reforma, cujo conteúdo foi extraído de acordos com partidos políticos, sociedade civil e empresas.







