Saiba a estratégia que garantiu a vitória dos adversários de Donald Trump e fique por dentro dos problemas que o presidente deverá enfrentar:
Depois de dormir poucas horas na esteira de um último dia de campanha intenso, o presidente do EUA Donald Trump passou a maior parte da terça-feira (6) ao telefone, informando-se com amigos e assessores. Conversava também com autoridades estaduais e nacionais do Partido Republicano e com funcionários da Casa Branca para ter ideia do que esperar sobre o resultado das eleições parlamentares.
Ouviu deles que os republicanos provavelmente perderiam o controle da Câmara dos Deputados, mas continuariam no comando do Senado, ganhando cadeiras para a maioria que já têm na casa.
Por isso não houve choque quando se soube que as projeções estavam essencialmente corretas. “É decepcionante, mas não é surpreendente”, disse Kellyanne Conway, uma das principais conselheiras de Trump.
Maioria democrata na Câmara dos Deputados sinaliza grandes problemas para o presidente dos EUA a partir da próxima legislatura
A perda de representantes na Câmara significa que Trump enfrentará investigações de parlamentares democratas sobre assuntos indigestos, como seus impostos de renda, seus negócios e seu governo. Sua agenda legislativa, inclusive uma proposta vaga para um corte de impostos para a classe média, também deve ser travada.
Na festa para acompanhar a votação, Trump estava otimista. Em seu único comentário público na noite de terça-feira, ele tuitou: “Tremendo sucesso esta noite. Obrigado a todos vocês!”
Mas um assessor disse que o presidente provavelmente não está preparado para a onda de investigações que os democratas devem iniciar.
“Não acho que ele compreende totalmente o que significa dar o martelo a Nancy Pelosi (líder democrata na Câmara) e seus comparsas”, disse ele, pedindo para não ser identificado.
Alguns assessores de Trump já estavam atribuindo a culpa pela perda esperada de 30 cadeiras na Câmara: a ênfase era para Corry Bliss, chefe de um comitê de ação política que distribuiu dinheiro para candidatos republicanos à Câmara, e Ronna McDaniel, presidente do Comitê Nacional Republicano.
Também houve queixas de Paul Ryan, presidente republicano da Câmara que anunciou planos de renunciar no final do ano, em vez sair mais cedo.
Mas Trump e seus assessores expressaram satisfação com o fato de as derrotas não terem sido tão ruins quanto foi previsto por estrategistas, segundo os quais uma “onda azul” democrata levaria 40 assentos da Câmara.
PARA CONQUISTAR OS ELEITORES, DEMOCRATAS FOCARAM EM UM TEMA QUE SENSIBILIZA A POPULAÇÃO POBRE NOS EUA
A deputada democrata Nancy Pelosi, cotada para ser a próxima presidente da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos, disse nesta quarta-feira (7) que o forte resultado de seu partido nas eleições parlamentares se deve à sua determinação para preservar a grande reforma no sistema de saúde aprovada durante o governo do ex-presidente Barack Obama.
“A assistência médica estava na urna e a assistência de saúde ganhou”, disse Nancy, principal democrata na Câmara. “Nós ganhamos porque desde o início focamos em assistência médica,” disse.
*Agência VIU! com Reuters








