Veja o que ameaça a estabilidade econômica mundial e entenda os primeiros sinais que surgiram neste ano de 2018;
Ao longo dos últimos meses, os investidores em ações nos EUA convivem com uma série de quedas em Wall Street. O mercado está sobressaltado e alguns economistas já arriscam advertir que o verdadeiro colapso virá em 2019.
A colunista da agência de notícias Sputnik News, Natalia Dembinskaya, compara o cenário atual com o que antecedeu a grande crise de 2008.
Ela destaca que desta vez a situação pode ser agravada por um fator curioso: o excesso das chamadas empresas zumbis, que não têm nenhuma chance de sobreviver à política de austeridade implantada pelo Federal Reserve Bank, o Banco Central norte-americano
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Fonte: Youtube
Os analistas do Goldman Sachs, o maior banco de investimentos, calcularam que a economia norte-americana sentirá as consequências das quedas na bolsa do outono deste ano, já no início do ano que vem. Eles acreditam que até o segundo trimestre, estas consequências “reduzirão” até 0,75% do PIB.
Os especialistas avaliam que as quedas de outubro são apenas um ensaio da crise que o mercado enfrentará no próximo ano. Uma das razões para isso é o excesso de fundos indexados, de investimento negociado e de outros administrados de modo passivo. “Se durante a crise de 2008 estes fundos contavam com 30% do mercado, hoje em dia a taxa é de 83%”, explica Natalia Dembinskaya.
“Como não há investidores ativos suficientes, não tem ninguém para comprar até os ativos muito barateados”, frisa o estrategista de moedas do Goldman Sachs, Marko Kolanovic.
VOCÊ JÁ OUVIU FALAR EM EMPRESA ZUMBI?
Já a principal ameaça à bolsa norte-americana, segundo acreditam cada vez mais especialistas, é o número enorme das chamadas empresas zumbis, isto é, companhias que não geram lucros e vivem da dívida.
A razão para o seu aumento acelerado foi, de fato, um período longo de juros baixos. Agora, a política cada vez mais rígida do Banco Central não deixa às empresas zumbi nenhuma chance de sobreviver, pois pedir novos créditos é caro demais, enquanto pagar os antigos não é possível, porque as despesas destas empresas com os créditos anteriormente concedidos superam os lucros.
De acordo com o Banco de Compensações Internacionais, a parcela das empresas zumbis nos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico atingiu o índice perigoso de 12%. Ou seja, uma em cada oito empresa decretará sua falência nos próximos meses.
“Por um lado”, escreve Dembinskaya, “isto pode ser considerado como um saneamento, mas por outro a abundância de mortos vivos na economia cria a ameaça real de uma nova crise em grande escala.
BANCO CENTRAL DOS EUA CONTINUARÁ AUMENTANDO TAXAS DE JUROS
Apesar do protesto feroz de Trump, que assegurou que o a política do Banco Central “havia enlouquecido” e se tornou na ameaça principal para a economia norte-americana, a entidade decidiu continuar o endurecimento das suas políticas, argumentando, em primeiro lugar, com a “revitalização” da economia.
Neste ano, por exemplo, o órgão mudou a taxa de juros por três vezes. Até o fim de 2019, ele planeja fazê-lo mais três vezes. Cada vez que isso acontece, a manutenção da dívida vira uma tarefa cada vez mais complicada, em primeiro lugar para as empresas zumbis.
“A coisa mais curiosa”, sublinha a colunista da Sputnik, “é que uma delas é a conhecida corporação norte-americana General Electric, que está à beira da falência”.
Desde o início do ano, os títulos financeiros da gigante industrial baratearam 56%. Hoje em dia, sua capitalização é três vezes menor que no ano de 2007.
Na opinião de especialistas, é precisamente a falência do mais antigo conglomerado dos EUA que pode provocar uma queda abrupta no mercado de ações e, como consequência, uma crise financeira global.
*Sputnik News








