Uma nova tecnologia criada na China promete dar um novo destino à fumaça gerada por usinas termelétricas movidas a carvão.
O sistema desenvolvido pela empresa Jiangnan Environmental Technology consegue converter gases poluentes em fertilizante agrícola, unindo redução de emissões e reaproveitamento industrial.
Segundo informações divulgadas pelo jornal South China Morning Post (SCMP), o método utiliza amônia para capturar dióxido de carbono e dióxido de enxofre liberados durante a queima do carvão mineral.
Após o processo químico, os resíduos são transformados em fertilizantes que podem ser utilizados na agricultura, criando uma alternativa para compensar parte dos custos da captura de carbono.
A empresa afirma que a tecnologia consegue reter cerca de 90% das emissões produzidas por usinas termelétricas.
O modelo se diferencia dos sistemas tradicionais de captura de carbono, que geralmente dependem da liquefação do CO2 e do armazenamento subterrâneo do material — técnica considerada mais cara e limitada por questões geológicas.
De acordo com pessoas envolvidas no desenvolvimento do projeto, a proposta busca simplificar o processo e criar uma solução economicamente mais viável para reduzir a poluição industrial.
Uma fonte ligada ao projeto resumiu o funcionamento do sistema ao afirmar que “a fumaça entra de um lado e o fertilizante sai do outro”.
A inovação surge em meio à pressão internacional para que grandes potências industriais reduzam a emissão de gases de efeito estufa sem comprometer a produção de energia.
Maior consumidora mundial de carvão, a China tem ampliado investimentos em tecnologias ambientais e alternativas voltadas à redução dos impactos provocados pela indústria pesada.
Especialistas avaliam que iniciativas capazes de unir sustentabilidade, reaproveitamento químico e produção agrícola podem ganhar relevância nos próximos anos diante das metas globais de redução de carbono.
*Da Agência Fonte Exclusiva








